Twitter justifica sua decisão de não bloquear líderes mundiais

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Publicado sábado, 6 de janeiro de 2018 as 14:16, por: CdB

O Twitter decidiu se posicionar depois que numerosos usuários criticaram a rede social nos últimos meses por não ter estabelecido um filtro para evitar os abusos

Por Redação, com EFE – de Washington:

Diante das crescentes críticas pelo uso que alguns líderes políticos fazem das redes sociais para divulgar mensagens tendenciosas ou diretamente falsas, o Twitter emitiu sexta-feira um comunicado para justificar sua decisão de não exercer nenhum tipo de censura a respeito.

O Twitter emitiu sexta-feira um comunicado para justificar sua decisão de não exercer nenhum tipo de censura a respeito

– Bloquear um líder mundial no Twitter ou eliminar seus tweets controversos apenas ocultaria uma informação importante; que as pessoas devem poder ver e debater. Além disso; também não serviria para silenciar tal líder e, no entanto; dificultaria a discussão necessária em torno de suas palavras e ações – explicou a empresa em um comunicado.

O Twitter decidiu se posicionar depois que numerosos usuários criticaram a rede social nos últimos meses por não ter estabelecido um filtro; para evitar os abusos cometidos por algumas figuras públicas; que utilizam a plataforma para transmitir mensagens que, de outra maneira, não teriam o mesmo alcance.

Um dos casos de maior destaque é, sem dúvida, o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; que não hesita em usar seu perfil pessoal no Twitter para criticar os meios de comunicação; divulgar dados duvidosos sobre o seu governo e; inclusive, para ameaçar e insultar outros líderes mundiais.

De fato, o próprio Trump se converteu em um dos principais causadores desta polêmica depois; que decidiu compartilhar em novembro do ano passado uma série de vídeos do partido minoritário de extrema-direita Britain First; que foram considerados anti-islâmicos.

Ação de Trump

Essa ação de Trump gerou uma onda de reações por parte de muitos cidadãos; que exigiram que o Twitter eliminasse essas mensagens e bloqueasse a conta do governante; tal e como faz com outros usuários que utilizam a rede social para divulgar mensagens de conteúdo racista, sexual e de ódio.

O Twitter, que reconheceu “revisar” as mensagens dos líderes mundiais, assinalou que, nesses casos, é preciso levar em conta “o contexto”; e negou que sua decisão de não tomar medidas a respeito tem como base o seu interesse por gerar mais tráfego nas redes.

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