Twitter desativa vídeo de campanha de Donald Trump em homenagem a George Floyd

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Publicado sexta-feira, 5 de junho de 2020 as 12:35, por: CdB

O Twitter desativou um vídeo tributo da campanha à reeleição do presidente dos EUA, Donald Trump, a George Floyd em sua plataforma, citando uma queixa de direitos autorais.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Washington

O Twitter desativou um vídeo tributo da campanha à reeleição do presidente dos EUA, Donald Trump, a George Floyd em sua plataforma, citando uma queixa de direitos autorais.

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca

O clipe, que é um conjunto de fotos e vídeos de protestos e casos de violência após a morte de Floyd, tem Trump falando ao fundo.

O assassinato de Floyd na semana passada, levou a protestos em todo o país. Em um vídeo amplamente divulgado, um policial branco ajoelhava no pescoço de Floyd enquanto ele perdia o fôlego e implorava repetidamente: “Não consigo respirar”, antes de desmaiar.

O Twitter disse que o vídeo na conta da campanha do presidente foi afetado por sua política de direitos autorais.

“Nós respondemos a reclamações de direitos autorais válidas enviadas a nós por um proprietário de direitos autorais ou por seus representantes autorizados”, disse um representante do Twitter.

A plataforma de mídia social está em um intenso conflito com o governo Trump desde que colocou alertas em tuítes dele sobre alegações infundadas de fraudes em cédulas de votação e outro sobre os protestos em Mineápolis, que segundo o Twitter, enaltecia a violência.

Campanha de Trump

Ken Farnaso, vice-secretário de imprensa da campanha de Trump, disse que era “surpreendentemente triste” que o Twitter se juntasse à grande mídia na censura da mensagem do presidente.

O vídeo foi publicado por sua campanha em 3 de junho. Também foi publicado no canal de Trump no YouTube e na página de sua campanha no Facebook. O clipe tem mais de 1,4 milhão de visualizações no YouTube e no Facebook juntos.

O Facebook disse que não recebeu nenhuma reclamação de direitos autorais relacionada ao clipe, enquanto o Google, proprietário do YouTube, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Hackers chineses e iranianos

Hackers apoiados pelo governo da China atacaram funcionários da campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Joe Biden, disse um executivo de segurança do Google na quinta-feira, acrescentando que hackers iranianos recentemente atacaram contas de email da equipe de campanha do presidente republicano, Donald Trump.

O anúncio foi feito no Twitter pelo chefe do Grupo de Análise de Ameaças do Google, Shane Huntley, acrescentando que não há sinais de que os ataques foram bem sucedidos.

As tentativas iranianas de invadir os emails dos funcionários da campanha de Trump já foram documentadas antes. No ano passado, a Microsoft anunciou que um grupo frequentemente apelidado de Charming Kitten havia tentado invadir contas de email pertencentes a uma campanha presidencial norte-americana, que fontes identificaram como sendo a de Trump.

No início deste ano, a empresa Area 1 Security disse que hackers russos tiveram como alvo empresas ligadas a uma companhia de gás ucraniana onde o filho de Biden já atuou no conselho de administração.

O Google se recusou a fornecer mais detalhes além das publicações de Huntley. “Enviamos aos usuários-alvo nosso aviso padrão de ataque apoiado por governos e encaminhamos essas informações para as autoridades federais”, disse um porta-voz do Google.

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