Ucrânia diz que agente de inteligência foi ferido em confronto com Rússia

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Publicado terça-feira, 27 de novembro de 2018 as 11:52, por: CdB

 

Kiev e Moscou trocaram acusações depois que a Rússia disparou contra três navios ucranianos e depois os apreendeu. O confronto levou a Ucrânia a decretar lei marcial em algumas áreas, citando a ameaça de uma invasão terrestre russa.

Por Redação, com Reuters – de Kiev

Um agente de contrainteligência militar da Ucrânia ficou gravemente ferido depois que aeronaves da Rússia dispararam mísseis contra embarcações ucranianas no domingo, disse o chefe do serviço estatal de segurança da Ucrânia (SBU).

Chefe dos Serviços de Inteligência da Ucrânia, Vasyl Hrytsak (direita), e chefe da Diretoria de Inteligência do Ministério da Defesa, Vasyl Burba, comparecem a sessão do Parlamento, em Kiev

Kiev e Moscou trocaram acusações depois que a Rússia disparou contra três navios ucranianos e depois os apreendeu. O confronto levou a Ucrânia a decretar lei marcial em algumas áreas, citando a ameaça de uma invasão terrestre russa.

– De acordo com a informação operacional confirmada do SBU, uma das aeronaves de ataque russas usou dois mísseis de combate não-teleguiados contra os navios ucranianos, tendo como resultado que um dos agentes do SBU ficou gravemente ferido – disse Vasyl Hrytsak em um comunicado nesta terça-feira.

A Rússia disse que agentes do SBU estão entre os que foram capturados. Hrytsak o confirmou e disse que os agentes de segurança estavam no local dando apoio aos militares.

– A verdadeira surpresa é o fato de que, contra os dois navios ucranianos e o pequeno rebocador, a Rússia usou seis embarcações do ‘FSB’ (Serviço Federal de Segurança) e quatro navais, além de helicópteros de combate e aviões da Força Aérea da Federação Russa – disse.

Ele acrescentou que o conselho de segurança da Ucrânia está adotando todas as medidas necessárias para garantir a libertação dos capturados.

O confronto exacerbou tensões que já estão elevadas porque a Rússia anexou a Crimeia em 2014 e apoia uma insurgência pró-Moscou no leste da Ucrânia.

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