Ucrânia cria lei que proíbe presença de observadores da Rússia nas eleições

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Publicado quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019 as 14:07, por: CdB

A lei, que teve o apoio de 232 deputados, seis a mais do que o necessário, tenta “minimizar os riscos e as ameaças de ingerência da Federação Russa nas eleições da Ucrânia”.

Por Redação, com EFE – de Kiev

O Parlamento ucraniano proibiu nesta quinta-feira através de uma lei a presença de observadores russos nas eleições presidenciais de 31 de março.

O Parlamento ucraniano proibiu nesta quinta-feira através de uma lei a presença de observadores russos nas eleições presidenciais de 31 de março

A lei, que teve o apoio de 232 deputados, seis a mais do que o necessário, tenta “minimizar os riscos e as ameaças de ingerência da Federação Russa nas eleições da Ucrânia”.

Os deputados lembram que os grupos de observadores enviados por organizações internacionais não podem ter cidadãos russos, já que o próprio Parlamento considerou a Rússia como um Estado “agressor” e “ocupante”. Tais observadores “podem ser motivo para um ataque informativo através de uma manipulação de fatos relativos ao processo eleitoral”.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, já expressou a intenção de ordenar que guardas de fronteira impeçam a entrada de observadores russos no país. Enquanto, o ministro de Relações Exteriores, Pavel Klimkin, afirmou que enviou ao Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), um pedido para que não sejam enviados observadores russos à Ucrânia.

A Comissão Eleitoral Central da Rússia considerou que tal proibição é uma violação por parte de Kiev das suas obrigações internacionais e disse acreditar que a OSCE não irá aceitar o pedido da Ucrânia. A proibição é para as eleições presidenciais, mas também para as parlamentares, que acontecerão no segundo semestre e as eleições locais.

Conforme informaram as autoridades ucranianas, mais de 850 observadores internacionais supervisionarão o desenvolvimento do pleito presidencial na Ucrânia, a maioria de países e instituições da Europa.

Poroshenko, no poder desde maio de 2014, foi registrado hoje como candidato pela Comissão Eleitoral Central (CEC). Desta forma, os três grandes favoritos nas pesquisas – Poroshenko, a ex- primeira-ministra Yulia Timoshenko e o comediante Vladimir Zelenskiy – já foram registrados, da mesma forma que o quarto em desacordo, o pró-Rússia Yuri Boiko.

Até agora, 37 candidatos já foram registrados, embora todos os especialistas prevejam que será necessário um segundo turno, em 21 de abril, para chegar ao ganhador do pleito.

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