Ucrânia e separatistas pró-Rússia acordam trégua

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Publicado quarta-feira, 22 de agosto de 2018 as 14:30, por: CdB

A trégua foi pactuada em Minsk visando o início do ano letivo em 1º de setembro, depois que nos últimos dias vários soldados ucranianos morreram em combates com as milícias rebeldes

Por Redação, com EFE – de Moscou

A Ucrânia e os separatistas pró-Rússia acordaram nesta quarta-feira uma nova trégua no leste do país a partir da meia-noite de 29 de agosto, informou um porta-voz da chamada República Popular de Donetsk.

A Ucrânia e os separatistas pró-Rússia acordaram nesta quarta-feira uma nova trégua

A trégua foi pactuada em Minsk visando o início do ano letivo em 1º de setembro, depois que nos últimos dias vários soldados ucranianos morreram em combates com as milícias rebeldes.

– Esperemos que as crianças de Donbass possam estudar em uma atmosfera tranquila e pacífica – disse Victoria Talakina, porta-voz do negociador-chefe dos separatistas de Donetsk, Denis Pushilin.

A fonte ressaltou que a única forma de garantir o sucesso da trégua é adotar “medidas adicionais” para que ambos os lados respeitem o cessar-fogo.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tinha expressado sua confiança quanto a ambas as partes em conflito acordarem uma nova trégua, ao se reunir no último sábado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A trégua anterior

A trégua anterior, conhecida como a “do pão” por estar vinculada com o início da colheita, foi violada, como reconheceu o chefe adjunto da missão especial da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, Aleksandr Hug, que estimou em mais de 160 o número de mortos no leste da Ucrânia desde janeiro.

O exército ucraniano informou no último fim de semana a morte de três soldados em ataques das milícias pró-russas contra suas posições, em algumas ocasiões com armamento pesado, em clara violação do cessar-fogo pactuado no Acordo de Minsk.

Putin e Merkel constataram no sábado a estagnação do processo de paz, da qual o Kremlin culpa exclusivamente Kiev, entre outras coisas por se negar a conceder amplas cotas de autonomia às regiões pró-russas.

Por sua vez, Merkel se mostrou disposta a estudar o desdobramento de uma missão de pacificação da ONU no leste da Ucrânia.

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