UE não reconhece mais que Guaidó seja presidente interino da Venezuela

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 6 de janeiro de 2021 as 14:09, por: CdB

A União Europeia emitiu um comunicado, nesta quarta-feira, anunciando que a partir de agora não irá mais reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. A decisão dos 27 países europeus têm como base o fim do mandato do deputado.

Por Redação, com Brasil de Fato – de Bruxelas

A União Europeia emitiu um comunicado, nesta quarta-feira, anunciando que a partir de agora não irá mais reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. A decisão dos 27 países europeus têm como base o fim do mandato do deputado.

Juan Guaidó passará a ser reconhecido como líder da oposição venezuelana pela União Europeia
Juan Guaidó passará a ser reconhecido como líder da oposição venezuelana pela União Europeia

O alto representante de Política Exterior do bloco, Josep Borrell, assegurou que irão manter o contato com todos os atores políticos da oposição.

A UE insiste em não reconhecer o resultado das eleições legislativas do passado 6 de dezembro e por isso “lamenta” a posse da nova Assembleia Nacional, na terça-feira.

No comunicado, o bloco europeu reitera sua postura de exigir uma mudança de governo. “A UE convoca as autoridades venezuelanas e seus líderes a priorizar os interesses do povo venezuelano e se unir para começar uma transição liderada pelos venezuelanos que permita uma saída pacífica, inclusiva e sustentável da crise”, declaram.

Com a decisão, o Executivo nacional venezuelano pode estar mais próximo de conquistar judicialmente o direito de novamente administrar seus ativos no território europeu, como é o caso das 31 toneladas de ouro depositadas no Banco da Inglaterra que está sob processo judicial.

Os tribunais britânicos

Os tribunais britânicos devem decidir qual é a autoridade legítima para gerenciar o valor equivalente a US$ 1,2 bilhão. Com Guaidó  sendo reconhecido novamente como líder da oposição, a única autoridade possível seria o governo de Nicolás Maduro.

Os países do Grupo de Lima também deixaram de usar o cargo de presidente ao mencionar o ex-deputado. Em um comunicado, divulgado na terça-feira, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai e Peru, afirmaram que não reconhecem a formação do novo parlamento venezuelano, senão a Junta Diretiva, que se autoproclamou também no dia de ontem, liderada por Guaidó e outros ex-parlamentares.