Uefa diz que Milan não jogará na Europa se não equilibrar contas até 2021 

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Publicado sexta-feira, 14 de dezembro de 2018 as 12:25, por: CdB

Pelo regulamento da Uefa, qualquer time que gastar mais do que a renda que obtém pode enfrentar sanções que incluem, em certas circunstâncias, a proibição de atuar em competições da Uefa.

Por Redação, com Reuters – de Zurique

O Milan tem até junho de 2021 para cumprir a regra de Fair Play Financeiro da Uefa e equilibrar as contas para não ser proibido de jogar competições europeias por uma temporada, informou a entidade reguladora do futebol europeu nesta sexta-feira.

Camisas do Milan à venda do lado de fora do estádio San Siro antes de partida

Pelo regulamento da Uefa, qualquer time que gastar mais do que a renda que obtém pode enfrentar sanções que incluem, em certas circunstâncias, a proibição de atuar em competições da Uefa.

A entidade disse que o Milan será impedido de participar “da próxima competição de clubes da Uefa, para a qual de outra forma se classificaria nas duas temporadas 2022/23 e 2023/24”, se não estiver com as contas em dia até 30 de junho de 2021.

A Uefa ainda disse que de qualquer maneira o elenco do Milan ficará restrito a 21 jogadores em competições europeias nas duas próximas temporadas, supondo que se classifique, e que reterá 12 milhões de euros de sua renda para a Liga Europa desta temporada.

Inicialmente a Uefa baniu os heptacampeões europeus do futebol continental nesta temporada por não cumprirem as regras, mas o time venceu uma apelação no Tribunal Arbitral do Esporte.

Como resultado, conseguiu disputar a Liga Europa, evento de segundo escalão do qual foi eliminado na fase de grupos.

O Milan já foi considerado um dos maiores times da Europa, mas entrou em uma fase ruim na última década, assim como o próprio Campeonato Italiano, que não vence desde 2011.

Copa do Mundo com 48 equipes

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse nesta quinta-feira que a maioria das federações nacionais de futebol é a favor da expansão da Copa do Mundo de 2022 no Qatar para 48 equipes.

Infantino afirmou que uma decisão será tomada até março, embora ainda não esteja claro se um torneio ampliado seria viável, já que seria “difícil” de o Qatar sediar o evento sozinho.

O Qatar está envolvido em uma dura disputa com os vizinhos do Golfo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Barein, o que dificulta a possibilidade de compartilhar partidas em um torneio ampliado.

Esses países, assim como o Egito, iniciaram um boicote diplomático e comercial ao Qatar em junho de 2017, acusando-o de apoiar o terrorismo. O Qatar nega.

A Fifa votou no ano passado para aumentar o tamanho do torneio de 32 para 48 times a partir de 2026, mas desde então Infantino vem avaliando a possibilidade de levar a mudança para 2022.

– Reunimos as opiniões de nossos membros, as federações – disse ele a repórteres.

– Até agora, é claro, a maioria é a favor porque mais 16 equipes participam, o que significa que mais 16 países estarão na Copa do Mundo, mas 50 ou 60 países poderão sonhar em se classificar para a Copa do Mundo.

– Se é viável ou não é uma questão diferente – completou.

Infantino disse que é improvável que o Qatar, que está planejando um torneio com 32 equipes desde que ganhou o direito de sediá-lo em 2010, possa gerenciar 16 equipes extras por conta própria.

– É possível fazê-lo apenas no Qatar? É difícil, provavelmente – declarou ele, acrescentando que não queria compartilhar detalhes das discussões com a mídia.

– É possível ter alguns jogos nos países vizinhos? Talvez isso seja uma opção.

– Claro, eu não sou ingênuo o suficiente para não saber e ler as notícias, e o que está acontecendo, mas estamos no futebol, não na política, e no futebol às vezes sonhos se tornam realidade.

Infantino disse que uma decisão precisa ser tomada até março por causa do sorteio das eliminatórias.

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