União Europeia anuncia acordo para uniformizar carregadores de celular

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Publicado quarta-feira, 8 de junho de 2022 as 13:06, por: CdB

O projeto prevê que, a partir do segundo semestre de 2024, dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets, câmeras fotográficas e leitores digitais usem uma única tecnologia para recarga de bateria: a porta USB-C, já empregada nos celulares Android mais recentes.   

Por Redação, com ANSA – de Bruxelas

As instituições da União Europeia chegaram a um acordo na terça-feira para uniformizar os modelos de carregadores de bateria de aparelhos eletrônicos vendidos no bloco.

Computadores portáteis terão um prazo maior para se adequar

A iniciativa é fruto de um compromisso fechado entre delegações do Europarlamento e a Comissão Europeia, poder Executivo da UE.

O projeto prevê que, a partir do segundo semestre de 2024, dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets, câmeras fotográficas e leitores digitais usem uma única tecnologia para recarga de bateria: a porta USB-C, já empregada nos celulares Android mais recentes.

Computadores portáteis terão um prazo maior para se adequar, de 40 meses após a entrada em vigor da iniciativa.

Além disso, para combater o excesso de lixo eletrônico, o bloco vai proibir a venda de carregadores novos com cada dispositivo, já que os consumidores poderão usar seus cabos e adaptadores antigos.

Os softwares

O acordo também prevê que os softwares para recarga sejam uniformizados, de modo que os usuários possam usar cabos com diferentes aparelhos, mantendo a mesma velocidade para recarregar a bateria.

De acordo com a Comissão Europeia, o projeto vai proporcionar uma economia de 250 milhões de euros aos consumidores e evitar o descarte de 11 mil toneladas de lixo eletrônico por ano.

– Não obrigamos ninguém a entrar no mercado interno, mas as regras se aplicam a todos – afirmou o comissário da UE para Mercado Interno, Thierry Breton, ao ser questionado se a Apple terá de se adaptar à nova normativa.

– Vamos dar dois anos às empresas, é mais que suficiente, mas as encorajamos a se adaptar antes. Para bom entendedor, meia palavra basta – acrescentou.

O texto ainda precisa da aprovação do plenário do Parlamento da UE e do Conselho Europeu, órgão que reúne os chefes de Estado e de governo do bloco.

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