União Europeia espera que Bolsonaro trabalhe para consolidar a democracia no Brasil

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Publicado segunda-feira, 29 de outubro de 2018 as 14:04, por: CdB

A UE e o Mercosul trabalham em um acordo de associação desde 2004, e tinham se comprometido a acelerar as negociações em um contexto global marcado pelo protecionismo defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Por Redação, com EFE – de Bruxelas

A Comissão Europeia, o órgão executivo que defende os interesses gerais da União Europeia (UE), afirmou nesta segunda-feira que acredita que o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, trabalhará para “consolidar a democracia” no país.

A UE e o Mercosul trabalham em um acordo de associação desde 2004

– Evidentemente respeitamos a escolha democrática do povo brasileiro. O Brasil é um país democrático, com instituições sólidas, e esperamos de qualquer futuro presidente do país que trabalhe para consolidar a democracia em benefício do povo brasileiro – afirmou a porta-voz da Comissão, Natasha Bertaud, na entrevista coletiva diária da instituição.

A porta-voz indicou que os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk, irão enviar uma carta “de felicitação” a Bolsonaro.

Além disso, Bertaud disse que confia em seguir trabalhando com o novo governo que será montado por Bolsonaro e reiterou a “importância” do Brasil nas negociações em curso com o Mercosul para um acordo de associação que inclui um tratado de livre-comércio.

A UE e o Mercosul trabalham em um acordo de associação desde 2004, e tinham se comprometido a acelerar as negociações em um contexto global marcado pelo protecionismo defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Bolsonaro (PSL) venceu no domingo o segundo turno das eleições presidenciais com 55% dos votos, contra os 44% obtidos pelo candidato Fernando Haddad (PT).

O presidente eleito explicou que quer acabar com o “viés ideológico” em sua política externa, aproximar o Brasil dos países mais desenvolvidos e recuperar o “respeito internacional”.

No plano comercial, Bolsonaro defendeu manter relações com todo “o mundo”, mas “sem prejudicar os interesses de empresários e industriais” brasileiros.

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