União Européia alerta que crise sanitária causada pela covid-19 ainda não acabou e pede vigilância

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Publicado sexta-feira, 12 de junho de 2020 as 10:25, por: CdB

A crise de saúde pública causada pela epidemia de covid-19 na Europa ainda não acabou, alertou a principal autoridade de saúde da União Européia nesta sexta-feira, pedindo aos governos que permaneçam vigilantes e avancem com testes.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas

A crise de saúde pública causada pela epidemia de covid-19 na Europa ainda não acabou, alertou a principal autoridade de saúde da União Européia nesta sexta-feira, pedindo aos governos que permaneçam vigilantes e avancem com testes e monitoramento da população.

Funcionário desinfeta prédio residencial em Roma
Funcionário desinfeta prédio residencial em Roma

– Isso ainda não ficou para trás. Precisamos estar vigilantes – disse a comissária da Saúde da União Europeia, Stella Kyriakides, aos ministros da saúde do bloco em uma videoconferência, em meio a temores de uma nova onda de infecções, à medida que os Estados europeus reabrem gradualmente comércios e fronteiras e após recentes protestos em massa.

Onda precoce do coronavírus

A Europa pode enfrentar uma disparada de infecções por covid-19 nas próximas semanas devido aos protestos em massa ocorridos no continente nos últimos dias, disseram autoridades e especialistas da União Europeia na quinta-feira.

Dezenas de milhares de manifestantes se reuniram em grandes cidades europeias em dias recentes para protestar contra o racismo após o assassinato do afro-norte-americano George Floyd sob custódia da polícia.

– Se você aconselha todos a ficarem a um metro e meio uns dos outros e no final todo mundo fica perto dos outros, se abraçando, então não tenho um bom pressentimento disso – disse Jozef Kesecioglu, que preside a Sociedade Europeia de Medicina de Tratamento Intensivo, em uma conferência.

Indagado se pode haver um aumento de infecções na próxima quinzena, ele respondeu: “Sim, mas espero estar errado”.

Epidemia

A maioria das 27 nações do bloco já passou pelo pico da epidemia e está reabrindo negócios e fronteiras gradualmente, uma vez que a doença recuou nas últimas semanas.

Antes dos protestos recentes, cientistas acreditavam em uma segunda onda só depois do verão, mas as aglomerações podem afetar esta tendência positiva.

– Como em qualquer doença respiratória infecciosa, eventos em massa podem ser uma grande rota de transmissão – disse à agência inglesa de notícias Reuters Martin Seychell, autoridade de saúde da Comissão Europeia, quando questionado sobre a possibilidade de uma segunda onda precoce desencadeada pelas manifestações.

O vírus ainda está circulando, mas em índices menores do que há algumas semanas atrás, explicou.

A probabilidade e o tamanho de uma segunda onda dependeriam da manutenção eficiente das medidas de distanciamento social e de outros fatores, muitos dos quais ainda são desconhecidos, disse ele.

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