Unir forças, desde já, contra a agenda regressiva

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Publicado quarta-feira, 25 de julho de 2018 as 09:11, por: CdB

Compreendendo que as eleições em curso se constituem na batalha que já galvaniza todas as demais, como em todas as eleições presidenciais de nossa história, é indispensável a participação ativa da classe trabalhadora, com extensão de seu sistema de representação sindical

Por Divanilton Pereira – de Brasília:
Passados dois anos de um concatenado conluio golpista que propagandeou à opinião pública brasileira a retomada da estabilidade democrática, o crescimento econômico e a melhoria da vida de nosso povo, constata-se hoje que tais promessas foram meios ilusórios e a sua resultante, ao contrário, aprofundou a instabilidade institucional e a deterioração socioeconômica, exemplo disso são as taxas recorde de desemprego no país.

Compreendendo que as eleições em curso se constituem na batalha que já galvaniza todas as demais

Esse quadro expressa o fracasso do golpe e, por conseguinte, a dispersão política – até pouco dias atrás – dos segmentos que o patrocinaram.

O povo, de seu jeito e sob suas condições, expressa sua contrariedade a isso. A descrença e a revolta destacam-se. Contudo, a mais marcante manifestação contínua é para que o ex-presidente Lula retome o comando político do Brasil. Por isso eles o encarceraram e buscam torná-lo inelegível.

Esse conjunto de fatores levou que o establisment, liderado pelo rentismo – de fora e do país – enquadrasse e reunificasse suas forças para essa batalha eleitoral que se avizinha. Essa reaglutinação, apesar de não determinar sua vitória, cria melhores condições de sua competitividade.

E de nossa parte?

Se antes já era imprescindível uma ampla frente democrática e patriótica contra essa ofensiva, hoje, torna-se indispensável que, no mínimo, as forças da esquerda brasileira unam-se desde já.

A banca escolheu Geraldo Alckmin, do PSDB, para dar continuidade à agenda entreguista e antitrabalho do desastroso governo Michel Temer e de tudo fará para mostrar que eles que não são irmãos siameses.

A CTB, lastreada por sua concepção classista e inspirada nos dizeres daquele que nasceu há 200 anos, não se isenta dessa estratégica disputa. Pelo contrário, a elege como foco principal e se soma a todas as forças políticas democráticas e progressistas que propugnam, desde agora, unir forças para evitar a legitimação de uma agenda regressiva e que ataca nosso povo e, em particular, a classe trabalhadora brasileira.

Ao mesmo tempo, convocamos as bases sindicais, filiadas e amigas da CTB, a impulsionarem o Dia do Basta, no próximo dia 10 de agosto.

Mãos à obra!

Divanilton Pereira, é secretário de relações internacionais da CTB.

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