Universidade mineira inicia testes da vacina brasileira contra covid-19

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Publicado segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021 as 14:59, por: CdB

Segundo o cientista Sérgio Oliveira de Paula, os estudos desenvolveram a “candidata a imunizante a uma partícula viral parecida com o vírus que poderá servir para criar uma nova vacina, testes sorológicos para detecção da covid-19 e estudos sobre o impacto do novo coronavírus no organismo humano”.

Por Redação – de Belo Horizonte

Produzida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, uma das opções a vacina contra a covid-19 entrará em fase de testes, na próxima semana, segundo afirmou o coordenador da pesquisa, professor Sérgio Oliveira de Paula, do Departamento de Biologia Geral da escola mineira. Os testes iniciais acontecerão em animais de laboratórios para checar a indução de uma resposta imune protetora capaz de conter o vírus SarsCov-2. O preparo será testado nos laboratórios da Fiocruz de Pernambuco, onde serão conduzidos as experiências iniciais em organismos vivos.

Cientista da Universidade de Viçosa, em Minas Gerais, trabalha da pesquisa para uma nova vacina contra a covid-19

— Construímos essa vacina por meio do uso de tecnologias de engenharia genética. E, embora não tenha o genoma viral, essa partícula tem capacidade de induzir a resposta imune, gerando anticorpos que protegerão os indivíduos de futuras infecções. A chamamos de VLP – vírus like particle, na sigla em inglês — acrescentou Paula.

Ainda segundo o cientista, os estudos desenvolveram a “candidata a imunizante a uma partícula viral parecida com o vírus que poderá servir para criar uma nova vacina, testes sorológicos para detecção da covid-19 e estudos sobre o impacto do novo coronavírus no organismo humano”. Paula destaca, ainda, o fato de que a Fiocruz da Bahia também receberá essas VLPs para, justamente, conduzir estudos os quais objetivam entender o desenvolvimento e evolução da doença em si.

Pesquisas

Outras duas vacinas são desenvolvidas pela Universidade Federal de Viçosa (UVF): a vacina atenuada e a de subunidade proteica. A primeira delas é a quimera vacinal, que tem como base a vacina de febre amarela, na qual a proteína S do novo coronavírus será inserida. 

— Esta pesquisa está na fase de construção gênica, que é justamente quando os pedaços do vírus estão sendo inseridos, por pesquisadores, na vacina da febre amarela. Já o terceiro candidato vacinal se trata de uma vacina de subunidade, na qual a proteína S do SarsCov-2 foi adicionada em um fungo. Esse projeto está na fase de indução desse fungo — informou o pesquisador.

Ainda de acordo com o especialista do Departamento de Biologia da UFV, todos esses projetos foram iniciados ao mesmo tempo, no fim de agosto do ano passado, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia abriu editais para financiamento de pesquisas.

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