Usuários fazem ato contra desmonte de UBS em São Paulo

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Publicado sexta-feira, 6 de julho de 2018 as 14:52, por: CdB

Medida promovida pelas gestões Dória e Covas (PSDB) restringe o acesso a médicos especialistas nas unidades públicas de saúde

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

O Conselho de Saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Parelheiros, na zona sul da capital paulista, protestou na quinta-feira contra o projeto do prefeito Bruno Covas (PSBD) que substitui especialistas como psiquiatras e pediatras, pelo atendimento por clínicos gerais.

ara entender as demandas dos moradores de Parelheiros, conselheiros organizam ‘Fórum da Saúde’ para o próximo dia 21

Na UBS que atende mais 100 mil usuários, o alerta dos conselheiros quanto aos riscos da proposta de reestruturação da saúde do mandato tucano, tem preocupado a paciente Laudeci Cardoso, que há dois anos, é acompanhada pela mesma psiquiatra em seu tratamento da esquizofrenia. “A doutora Camila falou para mim que a partir da próxima consulta não será ela que irá me atender. (Pediu) que eu procurasse outro psiquiatra. Agora eu estou indo, mas não sei nem que psiquiatra é esse”, afirmou.

As mudanças

As mudanças anunciadas pelo ex-prefeito João Dória (PSDB) e que foram mantidas pelo seu vice, afetam todas as UBSs da cidade. Segundo a conselheira gestora de Parelheiros, Sueli Santos, atualmente a unidade da Zona Sul conta com 16 médicos de várias especialidades, que serão substituídos a partir do mês que vem por médicos generalistas.

Para garantir a permanência do atendimento com especialistas, acesso a todo o serviço de exames e farmácia, e entender as demandas da população, os conselheiros convidaram a comunidade para participar do Fórum da Saúde que será no próximo dia 21 em uma escola pública na região.

Planos de saúde

No primeiro trimestre de 2018, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou 16.998 reclamações de usuários de planos de saúde e respondeu a 63.458 pedidos de informações. Os dados foram divulgados na quinta-feira pela agência.

Segundo a ANS, também foram resolvidos 91% dos conflitos relativos à cobertura assistencial e 87,8% sobre outros temas. Em 2017, cerca de 90% dos conflitos registrados pela Agência foram resolvidos sem a necessidade de abertura de processo administrativo.

Os temas que tiveram mais reclamações foram autorização para realização de procedimentos, franquia e coparticipação, suspensão e rescisão de contratos e cobertura assistencial. As maiores demandas de pedidos de informação foram sobre cobertura assistencial, prazos máximos para atendimento e suspensão e rescisão de contratos.

No mesmo período, a diretoria de Fiscalização da ANS lavrou 2.731 autos e proferiu 2.405 decisões, com um valor total de R$ 144.211.144,36 em multas determinadas às operadoras de planos de saúde. A agência celebrou, ainda, dois novos acordos de cooperação técnica, com os ministérios públicos do estado de Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul.

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