Vacina da AstraZeneca não está pronta para aprovação rápida na Europa

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Publicado terça-feira, 29 de dezembro de 2020 as 13:23, por: CdB

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) provavelmente não conseguirá aprovar a vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em janeiro, disse seu vice-diretor-executivo, Noel Wathion.

Por Redação, com Reuters – de Amsterdã/Jacarta

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) provavelmente não conseguirá aprovar a vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em janeiro, disse seu vice-diretor-executivo, Noel Wathion.

Tubo de ensaio rotulado como de vacina em frente ao logo da AstraZeneca
Tubo de ensaio rotulado como de vacina em frente ao logo da AstraZeneca

– Eles ainda nem nos enviaram uma solicitação – disse Wathion em uma entrevista ao jornal belga Het Nieuwsblad publicada nesta terça-feira.

As agências reguladoras da Europa só receberam algumas informações sobre a vacina, disse ele.

– Nem mesmo o suficiente para justificar uma licença de comercialização condicional – disse Wathion. “Precisamos de dados adicionais sobre a qualidade da vacina. E depois disso, a empresa tem que fazer uma solicitação formal.”

Isto torna “improvável” uma aprovação já ser concedida no mês que vem, segundo Wathion.

Não foi possível obter comentários da EMA.

Nova variante do coronavírus

Na semana passada, a AstraZeneca disse à agência inglesa de notícias Reuters que sua vacina contra covid-19 deve ser eficiente contra a nova variante do coronavírus, acrescentando que estudos estão sendo feitos para investigar plenamente o impacto da mutação.

A farmacêutica apresentou um pacote de dados completos de sua vacina à agência reguladora de medicamentos do Reino Unido, disse o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

Indonésia

A Indonésia está a caminho de obter vacinas contra coronavírus da Pfizer e da AstraZeneca, disse o ministro da Saúde nesta terça-feira, enquanto aguarda uma autorização para iniciar seu programa de inoculação com a chinesa Sinovac.

Budi Gunadi Sadikin disse que um acordo de 50 milhões de doses com a AstraZeneca será finalizado antes do final do ano, e um do mesmo tamanho com a Pfizer na primeira semana de janeiro.

As primeiras doses destes dois medicamentos, que já obtiveram aprovação regulatória em muitos países ocidentais, ainda devem demorar meses, disse o ministro em sua primeira coletiva de imprensa.

Por isso, a Indonésia planeja iniciar a vacinação com o tratamento da Sinovac, do qual garantiu 1,2 milhão de doses neste mês e do qual espera mais 1,8 milhão a mais em janeiro, assim que este tiver uma liberação de uso emergencial.

Resultados provisórios de seu teste de estágio avançado devem ser apresentados à agência de alimentos e medicamentos da Indonésia no mês que vem.

Budi disse que os profissionais de saúde da linha de frente, no total de 1,3 milhão de pessoas, terão prioridade na primeira leva de vacinação, entre janeiro e abril. “Eles são o grupo de pessoas mais importante em nossa luta contra a pandemia.”

Os acordos de vacina causaram reações variadas nas ruas da capital Jacarta nesta terça-feira. “Há muitas doenças sem cura, mas já existe uma cura para a covid-19”, disse Cindy Lauw, uma anunciante de rádio de 25 anos. “Só estou desconfiada.”

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