Vacina da Pfizer pode ser menos eficaz em pessoas obesas, diz estudo

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Publicado segunda-feira, 1 de março de 2021 as 11:01, por: CdB

 

Trabalhadores de saúde com obesidade produziram apenas cerca de metade dos anticorpos produzidos por pessoas saudáveis, mostra estudo liderado por pesquisadores italianos.

Por Redação, com Sputnik – de Roma/Nova York

Trabalhadores de saúde com obesidade produziram apenas cerca de metade dos anticorpos produzidos por pessoas saudáveis, mostra estudo liderado por pesquisadores italianos.

Trabalhadores de saúde com obesidade produziram apenas cerca de metade dos anticorpos produzidos por pessoas saudáveis

Pesquisadores italianos descobriram que profissionais de saúde com obesidade produziram apenas cerca de metade da quantidade de anticorpos esperada após a segunda dose da vacina desenvolvida pelas farmacêuticas norte-americanas Pfizer e BioNTech contra a covid-19. Os cientistas afirmam que, embora seja muito cedo para saber o que isso significa para a eficácia da vacina, os dados sugerem que as pessoas com obesidade precisam de uma dose de reforço adicional para garantir que estão adequadamente protegidas contra o SARS-CoV-2.

A equipe italiana avaliou a resposta de anticorpos após duas doses da vacina Pfizer/BioNTech em 248 profissionais de saúde. Sete dias após receberem a segunda dose, 99,5% deles desenvolveram uma resposta de anticorpos, e essa resposta foi maior que a registrada em pessoas que se recuperaram normalmente da covid-19. No entanto, a resposta foi bem menor em pessoas com sobrepeso e obesas.

“Visto que a obesidade é um importante fator de risco para (…) pacientes com covid-19, é obrigatório planejar um programa de vacinação eficiente neste subgrupo (…) Embora mais estudos sejam necessários, esses dados podem ter implicações importantes para o desenvolvimento de estratégias de vacinação para covid-19, particularmente em pessoas obesas. Se nossos dados forem confirmados por estudos maiores, dar aos obesos uma dose extra da vacina ou uma dose mais alta pode ser uma opção a ser avaliada nessa população”, escrevem os autores do estudo, que ainda não foi revisto pelos pares, mas está publicado no repositório medRxiv.

Obesidade e a covid-19

Pesquisas anteriores sugeriram que a obesidade, que é definida pelo índice de massa corporal (IMC) acima de 30, aumenta o risco de morrer de covid-19 em quase 50%, além de aumentar o risco de acabar no hospital em 113%.

Parte da explicação disso é porque as pessoas com obesidade geralmente têm outras condições médicas subjacentes, como doenças cardíacas ou diabetes tipo 2, que aumentam o risco do novo coronavírus. Mas o excesso de gordura corporal também pode causar alterações metabólicas, como resistência à insulina e inflamação, o que torna mais difícil para o corpo combater as infecções.

– Sempre soubemos que o IMC era um grande preditor de resposta imunológica deficiente às vacinas, então este artigo é definitivamente interessante, embora seja baseado em um pequeno conjunto de dados preliminares (…). Isso confirma que ter uma população vacinada não é sinônimo de ter uma população imune, especialmente em um país com alta obesidade, e enfatiza a necessidade vital de programas de monitoramento imunológico de longo prazo – afirma Danny Altmann, professor de imunologia do Imperial College de Londres, Reino Unido, ao jornal The Guardian.

Em um estudo separado, com profissionais de saúde brasileiros, Altmann e seus colegas mostraram que a reinfecção com SARS-CoV-2 também era mais comum entre pessoas com IMC alto e que elas tendiam a ter respostas de anticorpos mais baixas à infecção original.

‘Névoa cerebral’

Os cientistas descobriram o que leva ao surgimento da “névoa cerebral” entre os infetados pela covid-19, segundo estudo publicado na revista Cancer Cell.

Especialistas do Centro Oncológico Memorial de Sloan-Kettering, Nova York, EUA, junto com seus colegas estudaram o líquido cefalorraquidiano de 18 pacientes com câncer que tiveram problemas neurológicos depois da infecção pelo novo coronavírus.

A disfunção neurológica é caracterizada por tais sintomas como fadiga, perda de memória, desorientação e outras anomalias, que são chamadas de “névoa cerebral”.

– Descobrimos em pacientes inflamação e um nível alto de citocinas no líquido cefalorraquidiano, o que explica seus sintomas – explicou o pesquisador Jan Remsik.

As citocinas são um tipo de moléculas sinalizadoras que mediam e regulam a imunidade, a inflamação e o processo de renovação celular do sangue.

Em alguns casos, a covid-19 provoca a produção excessiva destas moléculas e leva a assim à chamada tempestade de citocinas, o que representa uma ameaça para a vida.

– A ideia é que o fluxo destas substâncias químicas no sistema imunológicos penetra no cérebro. Isso causa os sintomas observados de encefalopatia em pacientes, ou seja, danos no cérebro que levam à morte de neurônios – disse especialista.

Os cientistas precisam de mais dados para descobrir a relação exata entre a covid-19 e os efeitos neurológicos após infecção.

O Brasil já registrou 10.551.259 casos, 254.942 mortes e 9.382.316 pacientes recuperados da covid-19. No mundo há 114.099.454 casos confirmados, 2.531.489 óbitos e 64.442.231 pacientes recuperados do novo coronavírus.

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