Vamos falar de política

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Publicado terça-feira, 8 de maio de 2018 as 09:59, por: CdB

Na segunda-feira, exatamente cinco meses antes do primeiro turno das eleições de outubro é preciso que o movimento sindical comece a falar, melhor dizendo, a fazer, política

Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo:

Não me refiro à partidarização dos sindicatos em que a entidade é uma mera correia de transmissão. Refiro-me à preocupação do movimento sindical em participar ativamente das eleições privilegiando candidatos capazes de, se eleitos, acatarem a pauta unitária.

Estas posições corajosas precisam ser fortalecidas na dinâmica das campanhas

Congresso Nacional

Em pelo menos dois pontos chaves o futuro Congresso Nacional, a ser eleito, deve votar atendendo às reivindicações sindicais: revogação ou mudanças drásticas na lei trabalhista celerada e manutenção da política de reajuste do salário mínimo.

Alguns candidatos a presidente já se manifestaram contrários à lei trabalhista defendendo sua revogação.

Estas posições corajosas precisam ser fortalecidas na dinâmica das campanhas com a maior influência possível do conjunto de nossa pauta e a presença nelas de dirigentes qualificados capazes de dar peso efetivo às nossas demandas e ao avanço das próprias campanhas.

Eleições

Nas eleições para cargos legislativos, principalmente para deputados federais e senadores, é imperiosa a escolha; desde já, de candidatos simpáticos às nossas pretensões, com viabilidade eleitoral e pertencentes a diferentes partidos; que favoreçam suas vitórias.

Mesmo que importantes setores do movimento se submetam ainda a uma tática eleitoral partidária; que os paralisa e os impede de assumir abertamente o apoio a candidatos que não sejam aqueles determinados por seus partidos (o que configura um entrave a uma tática sindical ampla e efetiva); o movimento sindical como um todo precisa enfrentar, com a máxima unidade, o desafio eleitoral escolhendo;  sem discriminação; candidaturas viáveis, coerentes e aliadas e participando desde já de suas campanhas; porque cinco meses é muito pouco tempo para tantas tarefas.

João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.

 

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