Venda de patrimônio público será revertida, promete Lula

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Publicado sexta-feira, 27 de julho de 2018 as 16:07, por: CdB

Se eleito, em outubro deste ano, as vendas de ativos públicos e privatizações serão revogadas com referendo popular, diz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo.

 

Por Redação, com Reuters – de Brasília

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em artigo publicado no jornal conservador Correio Braziliense, nesta sexta, que tem o compromisso de revogar, se eleito, medidas tomadas pelo atual governo, como venda de ativos da Petrobras, a negociação entre Embraer e Boeing e a privatização da Eletrobras, por meio de referendo.

Lula é, hoje, reconhecido como um dos maiores presidentes da História do Brasil
Lula é, hoje, reconhecido como um dos maiores presidentes da História do Brasil

No texto, Lula afirma que o governo do presidente Michel Temer se comporta como “refúgio para ambições de outros países” e é uma “ameaça à soberania nacional”.

Acordo ‘inviável’

“Esse cenário dramático e perigoso é um dos fatores que me levaram a reapresentar meu nome à Presidência da República. Tenho a obrigação histórica, não importam as condições pessoais nas quais me encontro, de conduzir nosso país ao reencontro com a democracia e a soberania, com o claro compromisso de rever — por meio de referendo popular — todas as medidas daninhas à nossa independência”, afirma o ex-presidente.

Em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters, um dos coordenadores do programa de governo de Lula, o economista Márcio Pochmann já havia dito que um eventual governo do PT planeja “rever” as medidas adotadas pelo atual governo. Pochmann ainda classificou o acordo entre Boeing e Embraer como “inviável”.

Perseguição

Lula afirma, em seu artigo, que o grupo que chama de “bloco conservador” sabia que não teria condições de se eleger, depois de quatro derrotas seguidas, para implementar no país seu programa, e por isso derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff e manipulou o sistema jurídico para criminalizar o PT.

“Para que a nação se ajoelhasse, a democracia tinha que ser marcada para morrer. O que temos hoje é um regime de exceção cada vez mais agressivo”, diz o ex-presidente no texto.

“Minha prisão e a perseguição da qual sou alvo fazem parte desse processo de submissão nacional. Não basta que eu esteja preso por crimes que jamais cometi. Querem também me excluir da disputa eleitoral e calar minha voz, tentando intimidar e silenciar o povo brasileiro enquanto seu patrimônio é espoliado a céu aberto”.

Multipolar

Lula está preso há pouco mais de 100 dias em Curitiba, depois de ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex na praia do Guarujá (SP). No processo, o presidente é acusado de receber o apartamento e reformas nele em troca da facilidades dadas a empreiteiras.

Mesmo preso, Lula é mantido como pré-candidato do PT à Presidência e terá seu nome confirmado na convenção do partido, na próxima semana. A expectativa é que o registro da candidatura seja impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, que impede candidatos que tenham sido condenados em segunda instância.

“Quero voltar a ser presidente para que o Brasil retome seu protagonismo no cenário mundial e o respeito dos povos de todo o planeta, retornando ao empenho de erguer uma nova ordem internacional que seja democrática e multipolar, alçada sobre o direito à autodeterminação e a paz entre as nações”, diz o ex-presidente no artigo, acrescentando que “combaterá até o último de seus dias” para derrotar os “entreguistas”.

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