Vendas no comércio caíram 11,31% em março, relata IBGE

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 10:39, por: CdB

As vendas do comércio varejista em março caíram 11,31% diante de igual período do ano passado, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior percentual de queda do setor ao longo de toda a série de resultados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), de acordo com o IBGE.

Segundo a instituição, o desempenho deste mês foi bastante influenciado pelo “efeito calendário”, visto que o Carnaval este ano caiu em março, diminuindo o número de dias úteis do mês em 2003, em relação a março de 2002.

Os resultados acumulados também são negativos: as vendas no comércio caíram 5,98% no primeiro trimestre do ano, ante igual período no ano passado, e tiveram queda de 1,92% no período de doze meses, ante o período imediatamente anterior.

Embora o IBGE tenha registrado queda no volume de vendas do comércio varejista, a receita nominal de vendas do setor manteve-se positiva no mês, segundo informou o instituto. Em março deste ano, a receita do setor subiu 9,28% ante março de 2002. Os resultados acumulados também são positivos: a receita acumulada no primeiro trimestre subiu 14,23% ante igual período em 2002; e cresceu 9,50% no acumulado dos últimos doze meses, ante o mesmo período imediatamente anterior.

Porém, o desempenho negativo do volume de vendas do varejo se verificou em todas as áreas e regiões do País em março. Segundo o IBGE, o resultado negativo foi generalizado, atingindo as cinco atividades que respondem pelo resultado global do setor, e todas as 27 unidades da federação. As reduções com maior influência na formação da taxa geral se verificaram em São Paulo (-10,79%); Rio de Janeiro (-14,55%); Minas Gerais (-11,83%); Rio Grande do Sul (-10,22%); e Bahia (-14,23%).

Por setores, o principal impacto negativo no desempenho do varejo coube mais uma vez ao segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com redução no volume de vendas de 13,06% em comparação com março de 2002, seguido por Demais artigos de uso pessoal e doméstico (-8,98%); Móveis e eletrodomésticos (-16,31%); Combustíveis e lubrificantes (-7,98%); e Tecidos, vestuário e calçados (-5,37%). Houve ainda variações negativas nos subsetores Veículos, motos, partes e peças (-19,02%) e Hipermercados e supermercados (- 12,73%)

As taxas negativas no volume de vendas em São Paulo e no Rio de Janeiro foram os principais fatores que levaram à queda de vendas no varejo nacional, segundo o IBGE. O comportamento do varejo foi ditado pelo desempenho de vendas dos dois centros mais representativos do setor. São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram queda no volume de vendas -10,79% e -14,55%, respectivamente, em março deste ano, ante igual mês do ano passado.

Os dois Estados explicam quase 60% da taxa mensal de -11,31% apresentada pelo comércio varejista nacional, em março de 2003.

Ao contrário do que se verificou no ano passado, em 2003 o varejo de São Paulo acumula, nos três primeiros meses, resultado relativamente melhor do que o do Rio de Janeiro, com queda no volume de vendas de 5,65%. No Rio de Janeiro, a taxa foi de -7,87%. A diferença se explica, basicamente, pelo desempenho de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Este setor apresenta queda maior no Rio de Janeiro (-13,40%) do que em São Paulo (-6,47%).