Venezuela: desconhecidos atacam ônibus com parlamentares 

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Publicado sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 as 11:44, por: CdB

Uma caravana de parlamentares que ia em direção à cidade de San Cristóbal, no estado de Táchira, foi atacada por dois objetos pesados na cidade de Guanare, no estado de Portuguesa, um dos quais feriu gravemente o motorista.

Por Redação, com Sputnik – de Caracas

Desconhecidos atacaram um ônibus com parlamentares venezuelanos que se dirigia para a fronteira com a Colômbia para receber a ajuda humanitária, informou nesta sexta-feira a página oficial do Twitter da Assembleia Nacional do país.

Desconhecidos atacaram um ônibus com parlamentares venezuelanos

Como informou a deputada Mariela Magayanes, que estava no ônibus no momento do ataque, foram jogadas pedras nas janelas do ônibus, tendo o motorista ficado ferido e levado para o hospital.

Uma caravana de parlamentares que ia em direção à cidade de San Cristóbal, no Estado de Táchira, foi atacada por dois objetos pesados na cidade de Guanare, no estado de Portuguesa, um dos quais feriu gravemente o motorista.

Anteriormente foi relatado que a Polícia Nacional Bolivariana bloqueou o movimento de uma caravana de carros com parlamentares, usou gás lacrimogêneo e disparou, mas a caravana conseguiu passar por um túnel bloqueado pelas autoridades.

A oposição anunciou que a entrega da ajuda humanitária começará no dia 23 de fevereiro. O governo de Nicolás Maduro não vai permitir a sua entrada no país. Maduro anunciou o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e está considerando a possibilidade de fechar a fronteira com a Colômbia.

Os centros de coleta de ajuda operam na cidade colombiana de Cúcuta, no estado brasileiro de Roraima e na ilha de Curaçao. Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas fecharam suas fronteiras marítimas com as Pequenas Antilhas, que incluem Curaçao.

A Rússia, China, Irã e Turquia reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano de Maduro, enquanto vários países latino-americanos alinhados com os EUA e a UE não reconhecem o atual presidente eleito, expressando apoio a Guaidó.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país durante um protesto antigovernamental realizado nas ruas de Caracas.