Venezuela: onda de saques provoca medo e fechamento do comércio

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Publicado quarta-feira, 17 de janeiro de 2018 as 13:24, por: CdB

Uma agravante escassez de alimentos e crescente inflação provocaram uma onda de roubos desde o Natal no país sul-americano, na qual sete pessoas teriam sido mortas

Por Redação, com Reuters – de Caracas:

Uma onda de roubos na Venezuela por grupos que sofrem com a falta de comida provocou o fechamento do comércio em cidades do interior e levou alguns donos de lojas a recorrer a armas de fogo e machetes, provocando temores de que o tumulto possa se espalhar para a capital Caracas.

Uma onda de roubos na Venezuela por grupos que sofrem com a falta de comida provocou o fechamento do comércio em cidades do interior

Uma agravante escassez de alimentos e crescente inflação provocaram uma onda de roubos desde o Natal no país sul-americano; na qual sete pessoas teriam sido mortas.

As manifestações

As manifestações foram provocadas pela escassez de carne de porco para tradicionais receitas natalinas; apesar da promessa do presidente socialista, Nicolás Maduro, de subsidiar carne para aliviar a escassez.

Saqueadores roubaram caminhões, supermercados e lojas de bebidas no país de 30 milhões de habitantes; que é classificado como um dos mais violentos do mundo.

Os saques estão prejudicando ainda mais negócios já enfraquecidos; aumentando dúvidas sobre quanto mais tempo conseguem sobreviver. A Venezuela, no passado um dos países mais ricos da América Latina; sofre com seu quinto ano seguido de recessão e uma das taxas de inflação mais altas do mundo; que o Congresso, liderado pela oposição, diz ter chegado a 2.600%  no ano passado.

Somente nos primeiros 11 dias de janeiro, cerca de 107 saques ou tentativas de saques aconteceram; de acordo com o grupo Observatório Venezuelano para Conflito Social.

Incidentes

Em um dos incidentes mais dramáticos, um grupo abateu gado; que pastava em um campo no Estado montanhoso de Mérida, no oeste do país.

Céticos de que autoridades possam protegê-los, donos de lojas na cidade andina de García de Hevia; no Estado de Tachira, tomaram o assunto com as próprias mãos.

– Nós estamos nos armando com bastões, facas, machetes e armas de fogo para defender nossos bens – disse William Roa, presidente da associação local de comerciantes.

Roa, proprietário de um restaurante e uma loja de bebidas; estima que mais de dois terços das lojas na pequena cidade próxima à fronteira com a Colômbia foi fechado.

– Uma pessoa passa a noite em cada loja e nós nos comunicamos usando grupos no WhatsApp, coordenando por quarteirão, 24 horas por dia – disse.

Em Ciudad Guayana, uma ex-potência industrial no rio Orinoco, no leste da Venezuela, muitas lojas permaneciam fechadas após uma onda de saques durante a noite.

 

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