Venezuela anuncia toque de recolher nas fronteiras ao ver casos de covid-19 dispararem

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 20 de maio de 2020 as 13:11, por: CdB

A Venezuela impôs novos toques de recolher em algumas cidades pequenas em suas fronteiras com Colômbia e Brasil em uma reação ao salto no número de casos de coronavírus, que autoridades atribuíram principalmente a imigrantes que estão retornando.

Por Redação, com Reuters – de Caracas

A Venezuela impôs novos toques de recolher em algumas cidades pequenas em suas fronteiras com Colômbia e Brasil em uma reação ao salto no número de casos de coronavírus, que autoridades atribuíram principalmente a imigrantes que estão retornando, disse o ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodríguez.

Fila para receber doação de alimentos em Carapita Caracas, Venezuela
Fila para receber doação de alimentos em Carapita Caracas, Venezuela

Pandemia

Em um pronunciamento na televisão estatal, Rodríguez disse na terça-feira que o país sul-americano detectou 131 casos novos nas últimas 24 horas, o maior índice registrado até agora em um único dia. Ele disse que a cifra inclui 110 pessoas que contraíram o vírus no exterior, o que elevou o total para 749, com 10 mortes.

Crise humanitária

Milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos devido ao colapso econômico e a uma crise humanitária, e muitos se estabeleceram no Equador, Peru, Brasil e Colômbia – mas como os isolamentos adotados para conter a proliferação do coronavírus nestes países agora prejudica suas economias, muitos voltaram.

Os que retornam à Venezuela têm que cumprir uma quarentena de 14 dias em abrigos nas fronteiras, e não em seus Estados de origem.

Até o momento, a Venezuela registrou menos casos de coronavírus do que a maioria das nações sul-americanas, mas a contagem de casos diários aumentou de forma rápida nos últimos quatro dias. Funcionários de hospitais alertam que suas instalações não estão preparadas para um grande surto depois de anos de subfinanciamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *