Vice-presidente acusa opositores de se matarem para culpar governo nicaraguense

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Publicado sábado, 21 de julho de 2018 as 13:58, por: CdB

Rosario Murillo afirmou que, após três meses do início da crise, “a culpa por essas mortes recai sobre o golpe terrorista e criminoso na Nicarágua”

Por Redação, com EFE – de Manágua:

A vice-presidente e primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo, disse que integrantes da oposição se mataram, durante os protestos que começaram em abril, para responsabilizar o governo de Daniel Ortega. “Entre eles mesmos tiraram suas vidas para culpar o governo”, afirmou em mensagem à imprensa oficial, destacando  “o trabalho pela paz da Polícia Nacional”.

A Nicarágua vive a crise sociopolítica mais sangrenta desde a década de 1980

Rosario Murillo afirmou que, após três meses do início da crise, “a culpa por essas mortes recai sobre o golpe terrorista e criminoso na Nicarágua”.

A vice-presidente disse que os opositores do governo, “por seus processos de ambição e também típicos daquela cultura de toxicomania com a qual pretenderam aterrorizar nosso país”, mataram uns aos outros.

– O povo nicaraguense sabe que lá também, entre si, tiraram a própria vida para culpar o governo – insistiu.

Rosario anunciou que exigirão justiça, reparação e direitos humanos para todas as famílias que sofreram com o terror e a violência.

Vingança

Ela observou que “o povo está indignado”, no entanto, afirmou que o governo não guarda “ódio ou desejo de vingança” contra os responsáveis pela violência, que atribuiu aos “golpistas”.

– Sabemos que existem instituições que farão justiça a todas as vítimas do terrorismo golpista. Sabemos que há instituições que serão capazes de reconhecer os crimes daqueles que causaram tanta dor, tanta morte, tanto sofrimento, tantos crimes aberrantes, diabólicos em nossa Nicarágua, e confiamos na justiça – afirmou.

O presidente Daniel Ortega mantém controle absoluto sobre todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), de acordo com diferentes setores.

A Nicarágua vive a crise sociopolítica mais sangrenta desde a década de 1980, com Ortega também como presidente. Até o momento, estima-se que entre 277 e 351 pessoas tenham morrido.

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