Vigilância Sanitária dá dicas aos consumidores para prevenção de riscos à saúde

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Publicado segunda-feira, 30 de dezembro de 2019 as 13:14, por: CdB

De olho na qualidade dos produtos para as ceias de fim de ano, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses preparou algumas dicas para os consumidores.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

De olho na qualidade dos produtos para as ceias de fim de ano, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses preparou algumas dicas para os consumidores sobre alimentos típicos da época, como bacalhau e frutas de todos os tipos, incluindo as secas e cristalizadas. Até arroz, saladas, farofa e carnes, para os que preferem saborear o churrasco carioca na virada do novo. A médica-veterinária Aline Borges, coordenadora de Alimentos do órgão, alerta principalmente para o armazenamento dos produtos, que deve ser feito de maneira adequada para evitar os riscos à saúde.

Aline Borges dá dicas preciosas para que a ceia de fim de ano não se torne uma dor de cabeça
Aline Borges dá dicas preciosas para que a ceia de fim de ano não se torne uma dor de cabeça

– Na hora da compra do bacalhau, por exemplo, é muito importante observar a aparência do produto, conferindo se tem manchas avermelhadas ou pontos pretos. São indícios de que o bacalhau foi conservado em local inadequado, com possibilidades de surgir algum agente contaminante, ou seja, bactérias. Então, os produtos que tiverem com essas características não devem ser consumidos – destaca Aline Borges.

Ainda em relação ao bacalhau, outro ponto a ser verificado é se está bem seco, pois a umidade influencia diretamente na conservação do produto exposto na temperatura ambiente. Outro lembrete é que apenas duas espécies podem ser vendidas como bacalhau: Gadus Morhua e Gadus Macrocephalus.

Qualquer outra espécie, como Ling, Zarbo e Saithe, é peixe salgado seco, “tipo bacalhau”, mas não é bacalhau. Essa denominação precisa ser passada ao consumidor de forma bem clara, ensina a coordenadora, que nos últimos dias percorreu supermercados e outros pontos de comercialização de alimentos conferindo procedimentos e orientando consumidores.

Quanto ao peixe fresco, quem optar por comprá-lo inteiro tem que tirar as vísceras e escamas e não temperá-lo antes de ir para a geladeira, onde pode ser mantido cru por, no máximo, um dia. Depois de pronto, aí sim, o peixe pode ser congelado por três meses.

Churrasco

Para quem não dispensa um churrasquinho no fim de ano, a orientação é verificar a cor, a textura e o odor das carnes, assim como a data de validade, que, por lei, deve estar impressa no rótulo da embalagem. Qualquer alteração nessas características significa que o produto não está próprio para consumo. Ah! O arroz, deve ser preparado, no máximo, 30 minutos antes da hora ser servido, e nunca ser conservado em recursos como pano de prato e jornal. Os B. cereus, micro-organismos encontrados em cereais e em carnes, produtos desidratados, leites e derivados, são resistentes, se proliferam no calor e têm grande capacidade de formar esporos, contaminando os alimentos. Contra esses riscos, o arroz deve ser mantido na geladeira por, no máximo, um dia. O mesmo vale para a farofa: geladeira, mas por mais dias.

Outros itens importantes que também merecem atenção são as frutas secas e cristalizadas. É fundamental observar as condições do produto, se está bem embalado e se há presença de insetos ou fungos. O mesmo deve ser feito com as frutas consumidas in natura. Não podemos deixar de citar o limão, que dá um frescor e um sabor agradável à bebida, mas normalmente passa apenas pela lavagem com água antes do consumo.

Bactérias patogênicas

Isso não é o suficiente para eliminar micro-organismos, podendo se tornar um veículo de bactérias patogênicas (transmissoras de doenças). Todas as frutas devem ser higienizadas antes de consumidas, mesmo as que serão descascadas ou espremidas, como o limão , orienta Aline.

Quem optar por aves, lombos, pernis, entre outras carnes congeladas, deve estar atento aos sinais de descongelamento, integridade da embalagem e, claro, à validade. E mais: todos os alimentos de origem animal precisam estar registrados no órgão de Agricultura competente. Aline adianta que, no município do Rio, só podem ser comercializados os que têm selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura ou da Secretaria de Agricultura estadual. “Esses produtos devem ser armazenados entre 12 e 18 graus negativos. A dica é checar se há presença de gelo ou se a carne está amolecida. Esses sinais são indicativos de que o acondicionamento foi feito de maneira inadequada”.

Assim como a Vigilância Sanitária está sempre atenta aos riscos à saúde pública, a população também pode, e deve,  fazer a sua parte denunciando produtos impróprios no 1746, Central de Atendimento da Prefeitura. As demandas referentes a alimentos são encaminhadas à Vigilância Sanitária, que enviará técnicos aos estabelecimentos denunciados para as inspeções que avaliam as condições higiênico-sanitárias e, caso necessário, aplicarem as penalidades previstas em lei.

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