Violência policial dentro de escola exige resposta rápida do governo

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Publicado sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020 as 09:54, por: CdB

‘Os policias foram flagrados inclusive apontando arma para estudantes que filmavam a ação truculenta. Porém, não fossem as câmeras desses celulares e os jovens responderiam processo por “desacato à autoridade” e “resistência”, assim como a mulher grávida, como reconhece a Ouvidoria das Polícias.”

Por Francisca Rocha – de São Paulo

Várias notícias sobre violência policial assombram o país. A ação desproposita de um policial militar foi filmada em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, quando jogou ao chão e com os joelhos na barriga de uma mulher grávida de cinco meses, desferiu-lhe tapas no rosto para algemá-la.

Várias notícias sobre violência policial assombram o país
Várias notícias sobre violência policial assombram o país

Policiais miliares espancam dois jovens dentro de escola da rede pública estadual na região Sudoeste da capital paulista na noite da terça-feira. Com extrema violência e sem nenhum motivo os policiais batem em estudante, que só queria saber da direção da escola porque o seu nome não aparecia na lista dos alunos matriculados e recusou-se a sair da escola.

Resolver a situação

A diretora deveria resolver a situação internamente sem a necessidade de chamar a polícia para resolver o caso. Mas nem mesmo isso, serve para justificar a violência desmedida e o total despreparo dos policiais dentro de uma escola pública contra jovens desarmados e indefesos.

Os policias foram flagrados inclusive apontando arma para estudantes que filmavam a ação truculenta. Porém, não fossem as câmeras desses celulares e os jovens responderiam processo por “desacato à autoridade” e “resistência”, assim como a mulher grávida, como reconhece a Ouvidoria das Polícias.

Além da agressão absurda de jovens dentro de uma unidade escolar, uma escola do interior de São Paulo obrigou um aluno a usar a camiseta do uniforme com a inscrição “empréstimo”, numa humilhação totalmente descabida e desnecessária.

É preciso que o governo do estado tome as providências necessárias para punir todas essas ações inadmissíveis. A rede oficial de ensino do estado de São Paulo deve estar a serviço da sociedade e trabalhar para melhorar a educação pública, em vez de terceirizá-la para posterior privatização. Abandonar as escolas públicas é um verdadeiro crime de lesa humanidade.

Crime

Crime tão grave quanto é apoiar atitudes intempestivas de homens fardados e armados contra uma população indefesa, seja nas ruas ou dentro de estabelecimentos públicos. A função dos servidores públicos policiais é agir em defesa da sociedade.

Se não tomarmos providências imediatas, pode ficar tarde demais. O exemplo dos tiros dados por policiais amotinados em Sobral, Ceará, no senador Cid Gomes é um alerta grave sobre para onde estão indo as polícias militares no país.

Francisca Rocha, é secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacionaldo Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

 

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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