Virgínia é o primeiro Estado do sul dos EUA a abolir pena de morte

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Publicado quinta-feira, 25 de março de 2021 as 12:58, por: CdB

 

Virgínia se tornou o primeiro Estado do sul dos EUA a abolir a prática da pena de morte na noite de quarta-feira. A medida foi ratificada pelo governador Ralph Northam após o projeto ser aprovado pelo Legislativo no início do ano.

Por Redação, com ANSA – de Washington

Virgínia se tornou o primeiro Estado do sul dos EUA a abolir a prática da pena de morte na noite de quarta-feira. A medida foi ratificada pelo governador Ralph Northam após o projeto ser aprovado pelo Legislativo no início do ano.

Agora, a maior parte dos Estados dos EUA aboliu a prática da pena de morte

– Assinar essa lei é a coisa certa a se fazer. Não há local para a pena de morte no nosso Estado, no sul e no país – disse Northam durante a cerimônia de assinatura realizada na penitenciária de Greensville. A instituição abriga a “câmara da morte” do Estado e executou 102 pessoas entre 1991 e 2017, quando as mortes foram suspensas.

Os condenados

O Estado era considerado o segundo que mais aplicava a pena capital entre os condenados, ficando atrás apenas do Texas, desde 1976. Estima-se que mais de 1,4 mil pessoas foram mortas pelo Estado desde 1600.

Northam afirmou que há um “sistema judicial falho”, especialmente contra a população negra, e lembrou que nas últimas décadas 170 pessoas foram libertadas da execução porque provou-se que elas eram inocentes.

Ainda conforme o governador, no século XX, 296 dos 377 presos executados eram negros e há estudos que mostram que há uma maior propensão para a aplicação da pena capital contra pessoas negras que matam brancos.

Atualmente, duas pessoas estavam no corredor da morte, Anthony Juniper e Thomas Porter, que agora passarão para o regime de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Com a decisão, a Virgínia se torna o 26º dos 50 Estados norte-americanos a abolir a prática, sendo que 23 deles excluíram a pena de morte por leis próprias e três (Califórnia, Pensilvânia e Oregon) por terem assinado uma orientação das Nações Unidas. .

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