Com votação da Previdência, dólar registra queda ante o real

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Publicado terça-feira, 22 de outubro de 2019 as 12:42, por: CdB

Às 10:46, o dólar recuava 0,72%, a R$ 4,1009 na venda. Nesta sessão, o dólar futuro tinha queda de 0,71%, a R$ 4,103.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava em queda contra o real nesta terça-feira, com expectativas positivas do mercado sobre a votação final da proposta da reforma da Previdência no Senado, em meio ainda a um otimismo no exterior sobre a aprovação do acordo do Brexit.

Às 10:46, o dólar recuava 0,72%, a R$ 4,1009 na venda. Nesta sessão, o dólar futuro tinha queda de 0,71%, a R$ 4,103.

Às 10:46, o dólar recuava 0,72%, a R$ 4,1009 na venda. Nesta sessão, o dólar futuro tinha queda de 0,71%, a R$ 4,103
Às 10:46, o dólar recuava 0,72%, a R$ 4,1009 na venda. Nesta sessão, o dólar futuro tinha queda de 0,71%, a R$ 4,103

Segundo Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, a queda da moeda norte-americana “reflete o otimismo do investidor em relação ao que pode acontecer nos próximos dias”, com os agentes do mercado esperançosos sobre a aprovação da reforma da Previdência no Senado.

– Nós temos um viés de queda, e esse viés de queda se deve principalmente a uma melhora no ambiente local – afirmou.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vota nesta terça-feira as últimas emendas apresentadas à PEC da Previdência, e à tarde a proposta deve ser votada em segundo turno no plenário do Senado, com o mercado otimista sobre a aprovação da reforma.

A votação ocorre em meio a uma crise interna no partido do presidente da República, o PSL, mas Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira que não há uma crise política e nem riscos para a aprovação final da reforma da Previdência.

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), também disse que as discussões sobre a Previdência não foram comprometidas.

No cenário externo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, enfrentará duas votações cruciais no Parlamento britânico nesta terça-feira, com os mercados esperançosos de que seu acordo do Brexit será aprovado.

Outras moedas emergentes pares do real, como a lira turca e o peso mexicano, também registravam alta contra o dólar.

Nesta terça-feira, o Banco Central não vendeu nenhum contrato de swap cambial reverso, de oferta de 10.500, e nem dólar à vista, de oferta de até R$ 525 milhões. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa

O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta terça-feira, com o Ibovespa renovando máxima histórica acima dos 107 mil pontos no melhor momento, em meio a um ambiente externo favorável e expectativa de conclusão da reforma da Previdência.

Às 12:12, o Ibovespa subia 0,83%, a 106.904,62 pontos. Na máxima, chegou a 107.063,12 pontos. O volume financeiro somava 5,67 bilhões de reais.

Do exterior, ajudava declaração do vice-ministro das Relações Exteriores chinês de algum progresso nas negociações comerciais entre EUA e China, e que qualquer problema pode ser resolvido desde que um lado respeite o outro.

Também no radar estão votações cruciais no Parlamento britânico nesta terça-feira que decidirão se o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, conseguirá cumprir a promessa de tirar o país da União Europeia até o final do mês.

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,22%. Na visão do diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, há um ambiente de menor aversão a risco nos mercados no exterior, particularmente com o alívio nos temores de recessão nos EUA, que respalda a busca por ‘yields’ e favorece o Brasil.

– Apesar de superar os 107 mil pontos pela primeira vez, o Ibovespa ainda está distante das máximas em dólar, o que o torna atrativo aos estrangeiros, que ainda estão afastados da bolsa paulista – destacou.

O recorde intradia do Ibovespa em dólar é de 45.150,49 pontos, registrada em maio de 2008. Na máxima desta sessão, o Ibovespa chegou a 26.273,80 pontos até o momento.

– Além disso, há um otimismo de que a reforma da Previdência seja finalmente aprovada nesta sessão – destacou, referindo-se à votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) esperada no Senado brasileiro nesta tarde.

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