WhatsApp limita reenvios para reduzir transmissão de informações falsas

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Publicado terça-feira, 7 de abril de 2020 as 14:04, por: CdB

O WhatsApp restringiu nesta terça-feira o reenvio de mensagens, limitando o compartilhamento de conteúdo a uma conversa por vez depois de registrar um salto em materiais mentirosos sobre coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/São Paulo

O WhatsApp restringiu nesta terça-feira o reenvio de mensagens, limitando o compartilhamento de conteúdo a uma conversa por vez depois de registrar um salto em materiais mentirosos sobre coronavírus desde o início da pandemia de coronavírus.

WhatsApp limita reenvios para reduzir transmissão de informações falsas sobre coronavírus
WhatsApp limita reenvios para reduzir transmissão de informações falsas sobre coronavírus

A pandemia que já matou mais de 70 mil pessoas no mundo tem sido acompanhada pelo o que a Organização Mundial de Saúde (OMS)chama de “infodemia” de desinformação, o que tem feito governos e outras autoridades a exigir medidas das companhias de mídia social para combater o problema.

Usuários

O WhatsApp, que tem mais de 2 bilhões de usuários no mundo, afirmou que limitou o reenvio de mensagens depois de ter observado um “significativo aumento” no número de reencaminhamentos desde o início da epidemia.

Desde o ano passado, os usuários do aplicativo podem reenviar uma mensagem para apenas cinco pessoas ou grupos por vez ante limite anterior de 20. O aplicativo também passou a identificar qualquer mensagem enviada mais de cinco vezes.

Videoconferência Zoom

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse na segunda-feira que bloqueou a ferramenta de videoconferência da empresa Zoom nos computadores da autarquia, citando a possibilidade de falhas de segurança na plataforma.

A Anvisa informou que sua equipe de tecnologia identificou, por meio de sites especializados no assunto, vulnerabilidades na plataforma da Zoom que “permitem o acesso não autorizado à câmera e microfone do usuário, viabilizando o roubo de credenciais e de informações trocadas” nas videoconferências.

O presidente-executivo da Zoom afirmou em nota à Anvisa que a empresa está aplicando correções de segurança em seus sistemas, segundo a agência, que vai reavaliar o uso da ferramenta após as atualizações.

A plataforma

A plataforma viu um salto para mais de 200 milhões de usuários diários em março, ante um recorde anterior de 10 milhões em dezembro, em meio a adoção de trabalho remoto e aulas online durante a pandemia de coronavírus, impulsionando as ações da empresa para máxima recorde.

Porém, diversos relatos questionando as práticas de privacidade de dados da empresa surgiram e assustaram investidores.

Na semana passada, a SpaceX proibiu seus funcionários de utilizarem a plataforma, assim como alguns distritos escolares dos EUA baniram seu uso diante das crescentes preocupações de segurança.

As ações da Zoom

Na tarde de segunda-feira as ações da Zoom recuavam cerca de 6,5%, enquanto os índice Nasdaq subia 5,45% e o Dow Jones mostrava valorização de 5,75%.

O Credit Suisse rebaixou as ações da empresa de “neutral” para “underperfom”, citando a possível dificuldade para monetizar novos clientes gratuitos e educacionais após as denúncias.

“As preocupações com criptografia já fizeram com que alguns clientes de alto escalão restringissem o uso do Zoom, e esperamos que outros possam seguir, embora a maioria das organizações provavelmente não tenha problemas”, disseram analistas do Credit Suisse.

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