Zelensky pede adesão acelerada da Ucrânia à Otan

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Publicado sexta-feira, 30 de setembro de 2022 as 13:04, por: CdB

Zelensky já havia feito um pedido de adesão pouco antes do início da guerra, mas as solicitações foram paralisadas, especialmente, por conta da própria Otan. Como há o chamado princípio de que um ataque a um país da aliança é um ataque a todos, havia o temor de que a guerra na Ucrânia se tornasse mundial.

Por Redação, com ANSA – de Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a adesão acelerada de seu país à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) após a Rússia anexar de maneira unilateral quatro regiões do país, Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia, nesta sexta-feira.

Presidente ucraniano fez anúncio após anexações da Rússia

– De fato, nós já estamos na Otan. De fato, nós já mostramos compatibilidade com os padrões da Aliança, eles são reais para a Ucrânia, reais no campo de batalha e em todos os aspectos da nossa interação. Nós confiamos uns nos outros, nos ajudamos e nos protegemos. Essa é a Aliança. Cumprimos nosso passo decisivo firmando o pedido de adesão acelerada – disse Zelensky em um vídeo divulgado no Telegram.

Zelensky já havia feito um pedido de adesão pouco antes do início da guerra, mas as solicitações foram paralisadas, especialmente, por conta da própria Otan. Como há o chamado princípio de que um ataque a um país da aliança é um ataque a todos, havia o temor de que a guerra na Ucrânia se tornasse mundial.

Contudo, a organização nunca parou de enviar ajuda financeira e armamentos para Kiev, o que, para o Kremlin, é uma “guerra híbrida” contra o país.

As anexações

O mandatário ucraniano também falou diretamente sobre as anexações, que voltou a chamar de “farsa”, e prometeu que “o inteiro território de nosso país será liberado do inimigo, o inimigo não só da Ucrânia, mas da vida, da humanidade, da lei e da verdade”. Para Zelensky, Moscou “busca roubar coisas que não lhe pertencem, quer reescrever a história e redesenhar as fronteiras com homicídios, abusos, chantagens e mentiras”.

– Não vamos permitir isso. Se não os pararmos, a Rússia não vai parar nas nossas fronteiras. Outros estariam sob ataque, como os Estados bálticos, a Polônia, a Moldávia, a Geórgia, o Cazaquistão – acrescentou.

Ao fim da mensagem, Zelensky ainda reforçou que não vai negociar nada com Putin, como o russo afirmou durante o discurso de anexação, e disse que não fará isso “enquanto ele for presidente”.

– A Ucrânia é e continua a ser uma líder nos esforços de negociação. Nós sempre oferecemos à Rússia um acordo sobre a convivência em condições igualitárias, honestas e dignas. Mas é óbvio que isso é impossível com esse presidente russo. Não sabe o que significam a dignidade e a honestidade. Por isso, estamos prontos para um diálogo com a Rússia, mas quando tiver um novo presidente – pontuou ainda.

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