Zona do euro: pedidos de empréstimos às empresas iguala máxima do pós-crise

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Publicado quinta-feira, 26 de setembro de 2019 as 10:23, por: CdB

A taxa de crescimento anual da medida M3 de oferta de moeda, que muitas vezes serve como um indicador confiável da atividade futura, cresceu 5,7%.

Por Redação, com Reuters – de Frankfurt

Os empréstimos bancários a empresas da zona do euro aceleraram no mês passado, com a alta se igualando à máxima do pós-crise alcançada no ano passado, num sinal de que o crédito continua fluindo sem maiores problemas no bloco apesar da desaceleração econômica, mostraram dados do Banco Central Europeu (BCE) nesta quinta-feira.

Os empréstimos às empresas cresceram 4,3% ano em agosto na comparação anual, acima da taxa de 4% do mês anterior

Os empréstimos às empresas cresceram 4,3% ano em agosto na comparação anual, acima da taxa de 4% do mês anterior, ritmo mais acelerado desde setembro de 2018. O crédito às famílias aumentou 3,4%, estável em relação a julho.

A taxa de crescimento anual da medida M3 de oferta de moeda, que muitas vezes serve como um indicador confiável da atividade futura, cresceu 5,7%, superando as previsões e estabelecendo o melhor ritmo em uma década.

Consumidores alemães

A confiança do consumidor alemão melhorou levemente a caminho de outubro, amparada pelo pacote de estímulo do Banco Central Europeu (BCE), informou o grupo de pesquisa de mercado GfK nesta quinta-feira, sugerindo que um corte recente nas taxas de juros pelo BCE, voltado para a recuperação da economia, pode estar funcionando.

O indicador de sentimento do consumidor —calculado pelo GfK com base em uma pesquisa com 2 mil alemães— subiu para 9,9 pontos, ante 9,7 no mês anterior. A leitura superou o consenso de uma pesquisa da Reuters com analistas que previa que o indicador permanecesse inalterado em 9,7.

Os gastos das famílias se tornaram um importante pilar na Alemanha, à medida que as exportações diminuem. A demanda doméstica é impulsionada pelo emprego recorde, aumentos salariais acima da inflação e baixos custos de empréstimos.

No início deste mês, o BCE cortou as taxas de juros para território ainda mais negativo e prometeu, sem data de término, comprar títulos para reduzir ainda mais os custos dos empréstimos, na esperança de estimular a atividade quase uma década após a crise da dívida do bloco.

– A decisão do BCE, por um lado, resultou em um aumento na propensão a comprar e, por outro, levou a propensão a economizar para o nível mais baixo desde abril de 2016 – disse Rolf Buerkl, pesquisador do GfK, baseado em Nuremberg.

Estagnação

Uma pesquisa apontou para a estagnação do crescimento da atividade de negócios na zona do euro neste mês, mostrou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, prejudicado pelo encolhimento da atividade na Alemanha, onde uma recessão na indústria se intensificou inesperadamente.

Os resultados da pesquisa desta segunda-feira vieram menos de duas semanas depois que o Banco Central Europeu (BCE) prometeu estímulo indefinido para reviver a economia do bloco de 19 países.

A leitura preliminar do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da zona do euro, do IHS Markit —visto como um bom guia para a saúde econômica— sinaliza que é necessário apoio à atividade frágil.

O PMI caiu de 51,9 em agosto para 50,4 em setembro e ficou abaixo de todas as previsões em uma pesquisa da Reuters, que previa uma leitura de 51,9. O dado ficou um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento da contração. A leitura é a mais baixa desde meados de 2013.