Rio de Janeiro, 09 de Janeiro de 2026

Apple irá lançar serviço de pagamento na China

A Apple disse que irá lançar seu serviço de pagamento na China já em 2016, colocando-se contra as rivais chinesas Alibaba e Tencent

Sexta, 18 de Dezembro de 2015 às 11:26, por: CdB

O movimento vai fazer o Apple Pay enfrentar o WeChat da Tencent e o Alipay, a jóia da coroa da afiliada da Alibaba Ant Financial

Por Redação, com Reuters - de Xangai: A Apple disse que irá lançar seu serviço de pagamento na China já em 2016, colocando-se contra as rivais chinesas Alibaba e Tencent. A Apple vai fechar uma parceria com a principal empresa de cartão e pagamento bancário da China, o UnionPay, um consórcio controlado pelo Estado que tem monopólio sobre todos os cartões de pagamento em iuan emitidos e usados no país. O movimento vai fazer o Apple Pay enfrentar o WeChat da Tencent e o Alipay, a jóia da coroa da afiliada da Alibaba Ant Financial, a maior empresa no mercado de rápido crescimento de pagamentos online na China. O vice-presidente sênior de software e serviços para a Internet da Apple, Eddy Cue, disse que a parceria com o UnionPay e bancos de crédito locais vai ajudar o Apple Pay a dar aos compradores chineses uma opção de "pagamento conveniente, privado e seguro." A China, segunda maior economia do mundo, é um dos mais importantes mercados para as vendas de iPhones e tablets, mas até agora a empresa tem sido mantida fora do mercado de pagamentos online.
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A Apple vai fechar uma parceria com a principal empresa de cartão e pagamento bancário da China

Diretor de operações

A Apple promoveu o executivo Jeff Williams para o papel de diretor de operações, restabelecendo o título anteriormente ostentado pelo presidente executivo Tim Cook, como parte de uma série de mudanças da equipe de liderança da empresa.  Williams, que se juntou à Apple em 1998, anteriormente trabalhou como vice-presidente de operações e supervisionou o desenvolvimento do Apple Watch, o primeiro novo produto da empresa desde o iPad. Responsável pela cadeia de fornecimento da fabricante do iPhone, serviços e operações de suporte, ele também cuidou das ações de responsabilidade social da empresa.

Lista negra

A gigante de comércio eletrônico chinesa Alibaba ficou fora de uma lista negra dos Estados Unidos de sites que oferecem produtos falsos, uma vitória para a empresa, após ter feito um forte lobby para evitar a inclusão na lista. O departamento de comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) disse, porém, que está "muito preocupado" com os programas de fiscalização da Alibaba e alertou que a companhia deve fazer esforços maiores para deter a venda de produtos pirateados e falsificados em suas plataformas online. A inclusão na lista anual dos mais "notórios mercados" para a venda de bens pirateados e falsificados, embora não carregue punições, seria um golpe nos esforços da Alibaba de acabar com as impressões de que seus sites estão cheios de falsificações. A empresa se esforçou muito nos últimos meses para evitar sua inclusão na lista, preocupada que isso pudesse afundar os preços de suas ações após ficar sob pressão este ano com a suspeita de falsificações em suas plataformas. – Falsificação é um problema que todas as companhias globais de comércio eletrônico encaram, e nós estamos fazendo tudo o que podemos para resolver e lutar contra isso – disse um porta-voz da Alibaba em um comunicado por e-mail à agência inglesa de notícias Reuters. – Nós vamos continuar a trabalhar com as marcas, governos e nossos vendedores para manter a integridade de nossos marketplaces – acrescentou.  

Alibaba

A Alibaba vai pagar 266 milhões de dólares em um acordo para adquirir o South China Morning Post e outros ativos de mídia do SCMP Group, aumentando questionamentos sobre a perspectiva de independência editorial do jornal. Em documento enviado à bolsa de valores de Hong Kong nesta segunda-feira, o SCMP Group citou um futuro "incerto" para a publicação como principal razão por trás da venda, acrescentando que a Alibaba provavelmente será capaz de "tirar um valor maior" do negócio. A compra em dinheiro transfere o controle do jornal de língua inglesa de 112 anos do magnata malaio Robert Kuok para o bilionário chinês Jack Ma, em um momento de elevada preocupação com o controle de Pequim sobre a cidade mais livre da China. Ainda que Ma seja conhecido pela boa conexão política, outros dizem que a mudança de posse não foi tão drástica quanto algumas pessoas pensavam. Kuok era dono do impresso desde 1993.    
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