Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Atirador que matou 40 pessoas em Istambul segue foragido

Algumas pessoas pularam nas águas do rio Bosphorus, em Istambul, para se salvar após o atirador abrir fogo, aleatoriamente

Domingo, 01 de Janeiro de 2017 às 13:45, por: CdB

Algumas pessoas pularam nas águas do rio Bosphorus, em Istambul, para se salvar após o atirador abrir fogo, aleatoriamente

 

Por Redação, com agências internacionais - de Ancara e Istambul

 

Segue foragido o atirador que abriu fogo sobre o público que comemorava o Ano Novo em uma lotada casa noturna. A boate fica às margens de uma hidrovia em Istambul. O ataque, ocorrido nas primeiras horas deste domingo resultou na morte de ao menos 40 pessoas. Muitos eram turistas.

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Parentes das vítimas foram até o local dos atentados, ocorridos em uma boate de Istambul, na virada do Ano Novo

Algumas pessoas pularam nas águas do rio Bosphorus para se salvar após o responsável pelo ataque abrir fogo, aleatoriamente. O atirador se posicionou no centro da casa noturna Reina apenas uma hora após o ano novo. Autoridades falaram em um único responsável, mas alguns relatos, incluindo em mídias sociais, sugerem que pode ter havido mais pessoas envolvidas.

O ataque chocou a Turquia conforme o país tenta se recuperar de uma tentativa fracassada de golpe de Estado em julho. E de uma série de ataques a bombas em cidades, incluindo Istambul e a capital Ancara. Alguns foram reivindicados pelo Estado Islâmico e outros por militantes curdos.

Sangue

Serviços de segurança estavam em alerta ao redor da Europa para as festas de final de ano após um ataque a um mercado de Natal em Berlim que matou 12 pessoas. Há apenas alguns dias atrás, uma mensagem online de um grupo pró-Estado Islâmico havia pedido por ataques de "lobos solitários" sobre "celebrações, encontros e clubes".

O jornal Hurriyet citou testemunhas dizendo que os responsáveis pelo ataque gritaram em árabe conforme abriram fogo em Reina.

— Nós estávamos nos divertindo. De repente as pessoas começaram a correr. Meu marido disse para eu não ficar com medo, e pulou sobre mim. As pessoas corriam sobre mim. Meu marido foi atingido em três lugares — disse ao jornal uma das pessoas que estavam no clube, Sinem Uyanik.

Ela disse ter visto pessoas encharcadas de sangue.

O incidente lembra o ataque de militantes islâmicos ao clube Bataclan, em Paris, em novembro de 2015, que junto com ataques a bares e restaurantes matou 130 pessoas.

Caçada humana

O ministro do Interior Suleyman Soylu disse que 15 ou 16 dos mortos em Reina eram estrangeiros, mas apenas 21 corpos foram identificados até o momento. Ele disse a jornalistas que 69 pessoas estavam no hospital, quatro delas em estado crítico.

— Uma caçada humana pelo terrorista está em andamento — afirmou ele.

Pessoas de Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Libia, Israel e Bélgica estão entre os mortos, segundo as autoridades. A França disse que teve três cidadãos feridos.

A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos que tem lutado contra o Estado Islâmico e lançou uma incursão sobre a Síria em agosto para retirar os radicais islâmicos de suas fronteiras. O país também ajudou a intermediar um frágil cessar fogo na Síria com a Rússia.

Condolências

Ainda não houve ninguém clamando responsabilidade pelos ataques, mas o presidente turco Tayyip Erdogan ligou os ataques aos acontecimentos na região, na qual a Turquia enfrenta conflitos ao longo de sua fronteira com Síria e Iraque. Cerca de três milhões de refugiados sírios vivem atualmente em solo turco.

O clube Reina é um dos mais populares da noite de Istambul, sendo popular entre locais e estrangeiros. Acredita-se que cerca de 600 pessoas estavam no local quando o atirador matou um policial e um civil na porta e forçou a entrada na casa, onde abriu fogo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, em férias no Havaí, expressou condolências e ordenou a sua equipe que ofereça ajuda às autoridades turcas, disse a Casa Branca. O presidente russo, Vladimir Putin, também expressou seu pesar sobre os acontecimentos.

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