Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026

Cidade iraquiana livre do Estado Islâmico vira fantasma

Cidadãos iraquianos que recentemente conseguiram voltar para suas casas na cidade de Ramadi enfrentam uma triste realidade, só restam ruinas

Segunda, 22 de Agosto de 2016 às 10:41, por: CdB

Eles deixaram suas casas em 2015 após os militantes do grupo EI terem tomado controle da cidade, capital da província de Anbar

Por Redação, com Sputnik - de Moscou/Beirute:  

Cidadãos iraquianos que recentemente conseguiram voltar para suas casas na cidade de Ramadi enfrentam uma triste realidade, só restam ruinas.

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A operação militar para liberar Ramadi começou em dezembro de 2015
Eles deixaram suas casas em 2015 após os militantes do grupo Estado Islâmico (proibido na Rússia) terem tomado controle da cidade, capital da província de Anbar. A operação militar para liberar Ramadi começou em dezembro do mesmo ano, com o exército garantindo evacuação segura de civis antes de iniciar os ataques. À agência russa de notícias Sputnik divulga fotos que mostram o estado atual da cidade, que de fato se tornou em uma cidade-fantasma. As rodovias, que antes estavam cheias de carros, agora estão cheias de pedras e fragmentos de edifícios destruídos. Há restos de tanques queimados e outras peças de material militar. Um dos habitantes locais que retornou à cidade de um campo para refugiados, Abu Samer, disse à Sputnik Árabe que diariamente pessoas, civis e policiais, morrem na cidade por as casas e ruas estarem minadas.

– Quarenta e três mil famílias retornaram à cidade de Ramadi após longa estadia em campos de Bagdá, Kirkuk e Hilla. Toda a parte norte de Ramadi foi minada por militantes do Daesh e até agora as minas ainda não foram desativadas. Já mais de 150 pessoas morreram em explosões de minas na cidade – contou.

Rajeh al-Issawi, chefe do Comitê de Segurança da província de Anbar, informou a Sputnik que atualmente as empresas de serviços municipalizados trabalham 24 horas por dia para garantir o restabelecimento completo da prestação de serviços aos cidadãos. Ele notou também que 80% da cidade foram destruídos durante a insurgência de jihadistas.

Combates na Síria

Uma fonte anônima na chefia militar da Síria na cidade de Al-Hasakah desmentiu à Sputnik a informação sobre o avanço das Unidades curdas de Proteção Popular (YPG).

Por um tempo, as YPG e o exército sírio combateram em conjunto contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia), mas agora os dois se combatem entre si. Especialmente após 16 de agosto, quando o cessar-fogo foi violado, altura em que as forças de YPG lançaram fogo de morteiros contra posições das forças governamentais sírias.

Respondendo à pergunta da Sputnik Turquia, a fonte negou dados previamente divulgados de que a coalizão internacional liderada pelos EUA não permite a Força Aérea da Síria de realizar voos na região da cidade em questão por razão do contingente americano presente na área.

– A Força Aérea do país sobrevoa, tal como antes, Al-Hasakah… ninguém tem o direito de impedir as nossas forças de realizar operações aéreas – disse a fonte.

A informação sobre a possível proibição de realizar voos foi divulgada com base em declarações do representante oficial de Pentágono Jeff Davis sobre a intercepção de dois bombardeiros sírios Su-24 por caças americanos F-22 na região da cidade de Al-Hasakah. As tropas do governo sírio estão realizando desde a semana passada uma operação a partir dos bairros de Al-Nashwa Leste e Geweran, visando avançar para o centro da cidade. O prefeito da Al-Hasakah, Muhammed Zaalan Al-Ali, declarou à agência Sputnik que as forças curdas ocuparam a rodovia que liga Al-Hasakah a Qamishli, bloqueando assim o avanço das tropas do exército sírio e os seus aliados.

– Agradecemos a ajuda que as tropas curdas prestaram na luta contra terrorismo no ano passado, o preço da qual foram 500 soldados curdos mortos e 900 feridos. Mas nós estamos surpreendidos com o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] que agora dirige armas contra o Exército Árabe Sírio e outras organizações governamentais, embora o exército do país tivesse apoiado os curdos na luta contra os terroristas armados – notou.

Até o momento, nenhuma das partes em combate na cidade de Al-Hasakah divulgou qualquer informação oficial sobre o número de vítimas entre militares ou civis.
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