Eles deixaram suas casas em 2015 após os militantes do grupo EI terem tomado controle da cidade, capital da província de Anbar
Por Redação, com Sputnik - de Moscou/Beirute:Cidadãos iraquianos que recentemente conseguiram voltar para suas casas na cidade de Ramadi enfrentam uma triste realidade, só restam ruinas.
– Quarenta e três mil famílias retornaram à cidade de Ramadi após longa estadia em campos de Bagdá, Kirkuk e Hilla. Toda a parte norte de Ramadi foi minada por militantes do Daesh e até agora as minas ainda não foram desativadas. Já mais de 150 pessoas morreram em explosões de minas na cidade – contou.
Rajeh al-Issawi, chefe do Comitê de Segurança da província de Anbar, informou a Sputnik que atualmente as empresas de serviços municipalizados trabalham 24 horas por dia para garantir o restabelecimento completo da prestação de serviços aos cidadãos. Ele notou também que 80% da cidade foram destruídos durante a insurgência de jihadistas.Combates na Síria
Uma fonte anônima na chefia militar da Síria na cidade de Al-Hasakah desmentiu à Sputnik a informação sobre o avanço das Unidades curdas de Proteção Popular (YPG).
Por um tempo, as YPG e o exército sírio combateram em conjunto contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia), mas agora os dois se combatem entre si. Especialmente após 16 de agosto, quando o cessar-fogo foi violado, altura em que as forças de YPG lançaram fogo de morteiros contra posições das forças governamentais sírias.
Respondendo à pergunta da Sputnik Turquia, a fonte negou dados previamente divulgados de que a coalizão internacional liderada pelos EUA não permite a Força Aérea da Síria de realizar voos na região da cidade em questão por razão do contingente americano presente na área.– A Força Aérea do país sobrevoa, tal como antes, Al-Hasakah… ninguém tem o direito de impedir as nossas forças de realizar operações aéreas – disse a fonte.
A informação sobre a possível proibição de realizar voos foi divulgada com base em declarações do representante oficial de Pentágono Jeff Davis sobre a intercepção de dois bombardeiros sírios Su-24 por caças americanos F-22 na região da cidade de Al-Hasakah. As tropas do governo sírio estão realizando desde a semana passada uma operação a partir dos bairros de Al-Nashwa Leste e Geweran, visando avançar para o centro da cidade. O prefeito da Al-Hasakah, Muhammed Zaalan Al-Ali, declarou à agência Sputnik que as forças curdas ocuparam a rodovia que liga Al-Hasakah a Qamishli, bloqueando assim o avanço das tropas do exército sírio e os seus aliados.– Agradecemos a ajuda que as tropas curdas prestaram na luta contra terrorismo no ano passado, o preço da qual foram 500 soldados curdos mortos e 900 feridos. Mas nós estamos surpreendidos com o PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] que agora dirige armas contra o Exército Árabe Sírio e outras organizações governamentais, embora o exército do país tivesse apoiado os curdos na luta contra os terroristas armados – notou.
Até o momento, nenhuma das partes em combate na cidade de Al-Hasakah divulgou qualquer informação oficial sobre o número de vítimas entre militares ou civis.