Cientistas conseguem dizer se uma pessoa tem Alzheimer pelo crescimento de uma proteína chamada Beta-amiloide. Com o tempo, o cérebro de um paciente com Alzheimer tem mais dificuldades em quebrar essas proteínas que podem inibir a comunicação entre as células do cérebro.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer, uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo, tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas defeituosas do cérebro dos pacientes.
Os pesquisadores tentam encontrar formas de quebrar essas proteínas, para conseguir recuperar a memória e acelerar o funcionamento do cérebro. O problema é que o cérebro tem uma camada de células que protege sangue, água e outras substâncias que estão dentro do cérebro.
A equipe descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico. A equipe de cientistas disparou durante várias semanas ondas de ultrassom diretamente no cérebro de um rato. Eles perceberam que o ultrassom estimula um tipo específico de célula cerebral, chamada de micróglia. Essa estrutura é uma espécie de anticorpo do cérebro, protegendo o órgão de elementos estranhos.
Os cientistas descobriram que a quantidade de beta-amiloides caiu 75% no cérebro dos ratos que receberam o tratamento. Dias depois, o animal se comportou melhor em testes de memória e reconhecimento espacial. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória, um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Os pesquisadores agora planejam testar a técnica de ultrassom em ovelhas, antes de tentar usá-la em humanos.