Finalmente um antigo sonho fluminense se tornará realidade. O Pólo Gás-Químico de Duque de Caxias será inaugurado no dia 23. O empreendimento produzirá 540 mil toneladas anuais de polietileno, matéria-prima fundamental para artigos de plástico, como sacolas de supermercados, adesivos, embalagens e filmes, entre outros.
Os investimentos, feitos pelo consórcio Rio Polímeros (Unipar - 33,3%, Suzano - 33,3%, Petroquisa - 16,7% e BNDESPar - 16,7%), foram de U$ 1,08 bilhão. Desse total, US$ 650 milhões foram obtidos com o Exim Bank americano e com um consórcio financeiro cujo controlador é a italiana Sace. O investimento no pólo foi pioneiro no país por ser feito via project finance, serviço oferecido por instituições financeiras, que planejam desde a captação de recursos até a entrada em operação do empreendimento.
O projeto do pólo também é considerado inovador no Brasil, já que usa frações de etano e propano, provenientes do gás natural da Bacia de Campos, como matéria-prima para a produção de polietileno, enquanto os pólos da Bahia, do Rio Grande do Sul e de São Paulo usam a nafta, produto importado, derivado do petróleo.
- Logo, por produzir matéria-prima mais barata, o Estado do Rio acabará captando investimentos previstos para outros estados e países - prevê a governadora Rosinha Matheus, que participará da inauguração.
A governadora informou que em breve o pólo deverá ampliar sua produção. Por meio do investimento de US$ 100 milhões, a capacidade poderá passar de 540 mil toneladas anuais para 700 mil toneladas.
Por essas características, segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, o pólo é considerado um projeto estruturante, sendo o maior investimento privado feito no estado nos últimos 30 anos. A partir de sua implantação, indústrias transformadoras de plástico virão se fixar em municípios do estado, principalmente na Baixada Fluminense.
O pólo vem sendo considerado por especialistas do setor como um marco para o desenvolvimento do estado.
- Afinal, o Estado do Rio é o principal produtor de petróleo e gás do Brasil, com mais de 83% da produção nacional, e ainda não tinha um projeto na área de petroquímica desse porte - explicou Victer.