Rio de Janeiro, 06 de Janeiro de 2026

Lava Jato: Força-tarefa cumpre mandados de busca na Operação Calicute

Policiais federais cumpriram nesta segunda-feira dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral

Segunda, 08 de Maio de 2017 às 08:54, por: CdB

As investigações fazem parte do desdobramento das operações Calicute e Eficiência, coordenadas pela Força Tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro

Por Redação, com ABr - de Brasília:

Policiais federais cumpriram nesta segunda-feira dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Os mandados foram autorizados pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em Araras (RJ) e São João del-Rei (MG).

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As investigações fazem parte do desdobramento das operações Calicute e Eficiência

A Polícia, Ministério Público e Receita Federal investigam se Suzana está usando um imóvel em São João del-Rei para guardar obras de arte adquiridas com recursos ilícitos do esquema de corrupção que seria supostamente chefiado por Cabral. Também está sendo investigado se o imóvel, de R$ 600 mil, foi adquirido de forma ilícita.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga ainda se Suzana Neves utilizou sua empresa Araras Empreendimentos. Para ocultar a origem ilícita de R$ 1,27 milhão, entre 2011 e 2013. Através de negociações entre a Araras e a FW Engenharia, empresa investigada por pagamento de propinas em contratos com o governo do Estado.

Investigações

As investigações fazem parte do desdobramento das operações Calicute e Eficiência. Coordenadas pela Força Tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, as oito denúncias já apresentadas pela Força Tarefa revelam como Cabral instituiu. Ao assumir o governo do Rio, em 2007. Um esquema de cartelização de empresas e favorecimento em licitações. Mediante pagamento de propina de cerca de 5% em todas as grandes obras públicas de construção civil.

As investigações demonstram que a organização desviou mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos mediante engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior, segundo a PF.

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