Lava Jato: Ministro Edinho Silva presta depoimento
O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, prestou depoimento na segunda à Polícia Federal no âmbito da operação Lava-Jato, informou a PF nesta terça-feira.
Por Redação, com Reuters e ABr - do Rio de Janeiro:
O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, prestou depoimento na segunda à Polícia Federal no âmbito da operação Lava-Jato, informou a PF nesta terça-feira.
Edinho, que foi tesoureiro da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, foi ouvido na Superintendência da PF no Distrito Federal como parte de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre doações de campanha envolvendo a Lava Jato, segundo a Polícia Federal.
Ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília
O ministro foi citado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia e um dos delatores do esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, em depoimentos realizados sob acordo de delação premiada, de acordo com reportagens.
Segundo a emissora de TV GloboNews, Edinho negou à PF ter feito pressão para que Pessoa fizesse doações eleitorais ao PT, conforme alegou o empreiteiro em depoimento. O ministro já disse em outras ocasiões que as doações recebidas para a campanha da presidente foram legais.
Eletronuclear
O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, enviou na segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) seis processos que tratam de supostos desvios de dinheiro na construção da Usina Nuclear Angra 3, investigados na Operação Lava Jato. Moro cumpriu determinação do ministro Teori Zavascki, que, semana passada, suspendeu os processos.
Com a decisão, as audiências de testemunhas de acusação dos investigados também ficaram suspensas. Na última sexta-feira, Zavascki decidiu que todos os processos relacionados à 16ª fase da Lava Jato, na qual as suspeitas são investigadas, devem ser remetidos ao STF por causa da citação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) em depoimentos de delação premiada.
A decisão vale até que o ministro analise todo o conteúdo dos processos. Zavascki atendeu pedido de Flávio Barra, executivo da construtora Andrade Gutierrez e preso na Lava Jato. Segundo os advogados, as investigações não podem seguir com Moro, por haver menção a Lobão, que tem foro privilegiado e só pode ser processado pelo STF, e porque os supostos desvios na usina não estão relacionados com a Petrobras.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões para favorecer o consórcio de empresas, entre elas Andrade Gutierrez.
No mês passado, Sergio Moro abriu ação penal contra Othon Luiz e mais 13 investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato. Na decisão, Moro destacou que, no caso da Eletronuclear, é obvia a conexão dos crimes com as empreiteiras que atuaram na Petrobras.
A partir do depoimento de delação premiada de Dalton Avancini, executivo da Camargo Correa e réu na Lava Jato, a força-tarefa de investigadores descobriu que os crimes ocorriam a partir do pagamento de propina de executivos da Andrade Gutierrez ao ex-presidente da estatal.
Em depoimento prestado à Polícia Federal antes de ser denunciado, Othon informou que nunca exigiu ou recebeu vantagem financeira e que não recebeu orientação do governo federal ou de partidos para cobrar doações financeiras de empreiteiras.
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