OMC reduz previsão mundial de crescimento para este ano
A nova estimativa é de 1,7%, ante estimativa anterior da OMC de 2,8% em abril. O fator marca, pela primeira vez em 15 anos, que o comércio internacional avança abaixo da economia mundial
A nova estimativa é de 1,7%, ante estimativa anterior da OMC de 2,8% em abril. O fator marca, pela primeira vez em 15 anos, que o comércio internacional avança abaixo da economia mundial
Por Redação, com Reuters - de Genebra
A Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu sua previsão para o crescimento do comércio mundial. A retração chega a um terço, segundo relatório divulgado nesta terça-feira. A desaceleração na China e a queda nos níveis de importações nos EUA estão entre os principais fatores dos cálculos.
A OMC, com sede em Genebra, divulgou relatório, nesta terça-feira, com números negativos para o crescimento mundial
A nova estimativa é de 1,7%, ante estimativa anterior da OMC de 2,8% em abril. O fator marca, pela primeira vez em 15 anos, que o comércio internacional avança abaixo da economia mundial.
“Precisamos ter certeza de que isso não se traduza em políticas equivocadas que poderiam tornar a situação muito pior, não só do ponto de vista do comércio, mas também para a criação de emprego e de crescimento econômico e desenvolvimento que estão estreitamente ligados a um sistema de comércio aberto”, disse o diretor geral da OMC, Roberto Azevedo, no relatório.
Os dados reforçam a preocupação de que os governos buscam cada vez mais proteger suas próprias indústrias. Há a tendência de que os países promovam subsídios aos produtores nacionais em detrimento de concorrentes estrangeiros. Isso se dá através da globalização e da dependência do comércio global.
A OMC estima crescimento mais lento do comércio em 2017 do que a projeção anterior. Seria um aumento de 1,8 a 3,1%, em vez dos 3,6% previsto em abril.
Menos voos
Em linha com o declínio mundial, a demanda por voos domésticos no Brasil caiu 5,7% em agosto ante o mesmo período de 2015. É o décimo terceiro mês consecutivo de retração, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
A oferta teve baixa de 5,9% na mesma base de comparação, fazendo com que a lotação das aeronaves ficasse em 78,89%. A alta é de 0,19 ponto percentual, segundo a instituição.
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