Operação investiga contratações milionárias pela Assembleia de Pernambuco

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Publicado quinta-feira, 30 de julho de 2020 as 13:20, por: CdB

Segundo a PF, as empresas controladas pela organização criminosa identificadas na Operação Casa de Papel vêm sendo beneficiadas há tempos com contratações milionárias efetuadas pela Alepe.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira a operação Coffee Break. Na ação, que dá sequência a investigações iniciadas na Operação Casa de Papel, iniciada em junho de 2020, policiais federais dão cumprimento a 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara Federal do Recife.

As fraudes somam quase 40 milhões
As fraudes somam quase 40 milhões

Entre as medidas judiciais, quatro mandados estão sendo cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado de  Pernambuco, Alepe, e os demais em residências de alguns envolvidos no Recife, Gravatá e Ipojuca.

Segundo a PF, as empresas controladas pela organização criminosa identificadas na Operação Casa de Papel vêm sendo beneficiadas há tempos com contratações milionárias efetuadas pela Alepe. Essas contratações somam quase R$ 40 milhões.

A investigação

Desta vez, a investigação apura a solicitação de vantagem indevida feita por um servidor comissionado da Alepe, que atuava na comissão de pregoeiros e no setor responsável pelos pagamentos, em razão de estar favorecendo internamente essas empresas. O pedido de propina foi travestido de um convite para tomar um café, daí o nome da operação desta quinta-feira.

O servidor comissionado e o líder da organização criminosa, que não tiveram a identificação divulgada pela Superintendência da PF em Pernambuco, estão sendo indiciados pela prática dos crimes de corrupção, advocacia administrativa e dispensa indevida de licitação. Foi determinado pelo Juiz Federal, ainda, o afastamento temporário do referido servidor comissionado de suas funções de pregoeiro bem assim de qualquer atribuição que envolvesse licitações e a execução de contratos.

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