Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Organizações da sociedade civil pedem fechamento de siderúrgica no Rio de Janeiro

Segunda, 01 de Outubro de 2012 às 11:42, por: CdB

A campanha ‘Pare a TKCSA!’, integrada por mais de 150 organizações não governamentais (ONGs), movimentos populares nacionais e estrangeiros e participantes individuais, enviou no dia 28 de setembro, às possíveis empresas interessadas na compra da planta da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) um relatório com documentos oficiais e denúncias de impactos socioambientais causados pela empresa no estado do Rio de Janeiro, desde a sua instalação.

A campanha quer ainda a revogação da licença de instalação da empresa e seu fechamento, disse à Agência Brasil um dos coordenadores do movimento, Gabriel Strautman, da ONG Justiça Global.

Gabriel defendeu que o local onde está instalada a TKCSA seja ocupado por um empreendimento não tóxico, a exemplo de uma universidade ou uma escola técnica popular.A medida, segundo o ativista, vai beneficiar a população local e gerar desenvolvimento.

A venda da participação do grupo alemão Thyssen Krupp na CSA, equivalente a 73% do capital, só poderá ser efetivada com a anuência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal credor da empresa. Os restantes 27% das ações são propriedade da mineradora Vale. A siderúrgica foi instalada em 2006, no bairro de Santa Cruz, zona oeste do município do Rio de Janeiro.

O BNDES aprovou duas operações de financiamento para a TKCSA. A de maior valor (R$ 1,48 bilhão) foi contratada em 2007, enquanto a outra foi concedida em 2010, no valor de R$ 920 milhões. O banco, porém, não tem participação na empresa. A assessoria de imprensa da instituição informou que, a exemplo do que ocorre em qualquer projeto financiado pelo banco, há necessidade de concordância da parte do BNDES para a mudança de controle, uma vez que pode implicar também em mudança de titularidade do devedor.

Veja a notícia na íntegra aqui.

Fonte: Agência Brasil

Tags:
Edições digital e impressa