Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

PF prende ex-gerente da Petrobras e ex-banqueiro no Rio

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira um ex-gerente da área internacional da Petrobras e um ex-banqueiro por suspeita de terem recebido pelo menos US$ 5,5 milhões

Sexta, 26 de Maio de 2017 às 07:33, por: CdB

Os dois presos nesta manhã, que foram detidos no Rio de Janeiro como parte da 41ª fase da operação Lava Jato, não foram identificados de imediato pela PF

Por Redação, com Reuters - do Rio de Janeiro:

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira um ex-gerente da área internacional da Petrobras e um ex-banqueiro por suspeita de terem recebido pelo menos US$ 5,5 milhões em propina na negociação da estatal para comprar um campo de petróleo em Benin, na África, no mesmo esquema que resultou na condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

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Lava Jato prende ex-gerente da Petrobras e ex-banqueiro por propina em compra de campo na África

Os dois presos nesta manhã, que foram detidos no Rio de Janeiro como parte da 41ª fase da operação Lava Jato. Eles não foram identificados de imediato pela PF e o Ministério Público Federal (MPF).

As investigações apontaram que ambos estão entre os beneficiários de uma propina total de US$ 10 milhões paga na compra pela Petrobras de um campo de petróleo em Benin por US$ 34,5 milhões, em 2011.

Lava Jato

Depois da prisão de Eduardo Cunha em outubro de 2016 pelo recebimento de pagamentos ilegais oriundos do mesmo esquema. O rastreamento internacional de recursos, com apoio do Ministério Público da Suíça. Levou à identificação de outros beneficiários. O que resultou na nova fase da Lava Jato, de acordo com o MPF.

– A cooperação internacional continua sendo um marco da Lava Jato. Neste caso, foi essencial para rastrear pagamentos suspeitos no exterior. Na medida que os países cooperam mais. Corruptos e corruptores encontrarão um ambiente mais hostil para esconder os crimes que cometem – disse o procurador da República Orlando Martello em comunicado.

Justiça

De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos pela Justiça dois mandados de prisão e três de condução coercitiva. Além de oito mandados de busca e apreensão, nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e no Distrito Federal como parte da nova etapa da investigação.

A operação recebeu o nome 'Poço Seco'. Em referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras em Benin, acrescentou a PF. Na indústria de petrólo um poço seco é aquele que não produz petróleo.

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