Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Polícia envia refugiados retidos na Macedônia para Atenas

A polícia da Grécia enviou centenas de refugiados que estavam retidos há três semanas na fronteira da Macedônia.

Quarta, 09 de Dezembro de 2015 às 10:11, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Atenas/Genebra: A polícia da Grécia enviou centenas de refugiados que estavam retidos há três semanas na fronteira da Macedônia para Atenas de ônibus nesta quarta-feira, disseram um policial e uma testemunha da agência inglesa de notícais Reuters, o que acaba com suas esperanças de chegar ao norte da Europa. Houve brigas, mas não da escala dos enfrentamentos entre a polícia e as cerca de 1,2 pessoas, a maioria homens paquistaneses, marroquinos e iranianos, retidas perto da cidade grega de Idomeni depois que a Macedônia passou a filtrar imigrantes por nacionalidade. Cerca de 30 homens resistiram aos policiais e foram levados a uma delegacia, mas mais tarde também foram colocados nos ônibus rumo a Atenas. No outro extremo do país, 12 imigrantes se afogaram quando o barco em que estavam naufragou na costa da pequena ilha de Farmakonisi, próxima da Turquia, nas primeiras horas desta quarta-feira, disse um agente da Guarda Costeira. Outras 26 pessoas foram resgatadas e 12 estão desaparecidas.
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A polícia da Grécia enviou centenas de refugiados que estavam retidos há três semanas na fronteira da Macedônia para Atenas
A agência de refugiados das Nações Unidas (Acnur) afirmou que entre os resgatados havia uma criança de 7 anos, cujos pais desapareceram. Seis outras crianças estão entre os afogados. Os imigrantes continuam a tentar a perigosa travessia marítima apesar da chegada do inverno local, dos obstáculos crescentes na Europa e dos esforços cada vez maiores da Turquia para reprimir os traficantes de pessoas. Alguns dos retidos perto de Idomeni iniciaram uma greve de fome e algumas costuraram os lábios para enfatizar suas exigências. Crise migratória A Alemanha e a França fizeram uma proposta para dar a uma força de fronteira da União Europeia (UE) o poder para, pelo menos em teoria, patrulhar fronteiras gregas, mesmo sem o convite da Grécia, no mais recente sinal de endurecimento das atitudes para resolver a crise imigratória na Europa. A proposta, feita numa carta enviada na semana passada ao executivo da UE em Bruxelas e vista pela Reuters na terça-feira, iria a princípio valer para todos os países membros, e não apenas à Grécia. No entanto, ela é movida pela frustração diante do fracasso grego para controlar o grande número de pessoas que chegam pelo mar, e do risco que isso está gerando para a zona livre Schengen. Líderes europeus, com dificuldades para chegar a um consenso sobre o tema e enfrentando pressões nos seus países, irão novamente discutir a crise numa reunião em 17 de dezembro. Diplomatas esperam demandas por mais pressão coerciva sobre governos e imigrantes para que as políticas formuladas em Bruxelas sejam seguidas. – Em circunstâncias excepcionais, a Frontex deve ser capaz de enviar rapidamente equipes de reação para as fronteiras por iniciativa própria e sob a sua responsabilidade – afirmaram os ministros do Interior da França, Bernard Cazeneuve, e da Alemanha, Thomas de Maiziere, na carta enviada à Comissão Europeia na quinta-feira. A Frontex é a agência da UE que cuida do gerenciamento de fronteiras.    
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