Polícia prende investigados por roubo a carros dos Correios no Rio

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Publicado terça-feira, 20 de agosto de 2019 as 11:23, por: CdB

Os alvos dos criminosos eram carros da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que teve um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira no Rio de Janeiro quatro pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que já teria praticado ao menos 60 roubos de carga na zona oeste da capital. Os alvos dos criminosos eram carros da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que teve um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão.

PF prende investigados por roubo a carros dos Correios no Rio

Policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão e mais quatro de busca e apreensão no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste, onde eram cometidos os crimes.

Segundo a PF, os criminosos cometiam os roubos desde 2016 e chegaram a produzir uma cartilha que ensinava a roubar carros dos Correios.

Os investigados vão responder pelos crimes de associação criminosa e roubo qualificado, na medida de suas participações em cada um dos roubos.

Segurança pública

O coordenador-geral da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, coronel Luís Claudio Laviano destacou na segunda-feira, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro(Alerj) que o Estado ainda não está apto a receber recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), criado por lei federal em 2018.

De acordo com Laviano, apenas o Amapá e o Distrito Federal já cumprem os requisitos exigidos pelo Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para o repasse. “Se o Rio se adequar à norma, poderá receber cerca de R$ 12 milhões para a área de segurança pública, ainda este ano”, ressaltou durante a audiência, na Comissão Especial do Plano Estadual de Segurança Pública da Alerj.

Para ter direito aos recursos do Fundo o estado precisa criar um conselho para tratar das verbas repassadas, seguindo as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública: manter uma rede de dados atualizada, e implementar um Fundo Estadual de Segurança Pública que dê mais transparência ao repasse dos recursos. Além disso, é preciso implementar nos próximos dois anos um Plano Estadual de Segurança. Os estados terão até o dia 29 de novembro para se adaptar à lei.

A presidente da comissão de Segurança Pública da Alerj, deputada Martha Rocha (PDT), disse que a verba representa um aumento de 20% do orçamento previsto para as polícias Civil e Militar. “Os investimentos serão feitos nos eixos determinados pelo Susp, mas as diretrizes apresentadas pelo sistema são muito boas.

O que vai garantir uma aplicação dos recursos em áreas essenciais. Como, por exemplo, na qualificação de servidores, em programas de habitação, em um cadastro único como base de informação, e em tecnologia. Tenho certeza de que haverá projetos nas forças de segurança que poderão ser perfeitamente adaptados às diretrizes apresentadas”, explicou.

Integração

Para a coordenadora do Grupo de Atuação Especializado em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Rio (MPRJ), Andrea Amin, o Susp tem um papel maior do que transferir recursos para os estados. Ele garante a integração de dados, prevê políticas que melhorem a qualidade de vida dos agentes de segurança e dá mais transparência aos repasses de recursos.

– Ele é criado porque a Constituição não trouxe um sistema de segurança pública integrado entre os estados e a União. O recurso do fundo não vai sustentar toda a segurança pública de todos os estados, mas vai contribuir com a integração de dados – destacou.

A promotora ainda frisou que a violência do Rio de Janeiro afeta outros estados. “Os dados que nós temos podem ser relevantes para o Amazonas ou o Mato Grosso, por exemplo.

Ou seja, as ações precisam ser minimamente articuladas para que um estado não tenha uma prática antagônica e cause um efeito colateral em um outro estado. Esse sistema é extremamente relevante para práticas econômicas e para a formação de uma política de estado e não mais de governo como a gente está acostumado a ver”, concluiu a promotora de Justiça.

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