Rio de Janeiro, 10 de Janeiro de 2026

Substância encontrada no queijo pode prolongar vida e evitar câncer

Pesquisadores da Universidade Texas A&M descobriram que uma substância contida em alimentos como queijos envelhecidos, cogumelos

Terça, 02 de Maio de 2017 às 07:36, por: CdB

Experimento mostra aumento de 25% na longevidade de ratos de laboratório que consumiram a espermidina, uma substância encontrada em queijos envelhecidos. Eles também tiveram menos câncer e fibrose hepática

Por Redação, com DW de Nova York:

Pesquisadores da Universidade Texas A&M descobriram que uma substância contida em alimentos como queijos envelhecidos, cogumelos, grãos e nozes pode prolongar a vida e prevenir o câncer de fígado e a fibrose hepática, mesmo em pessoas predispostas a contrair essas doenças.

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Experimento mostra aumento de 25% na longevidade de ratos de laboratório que consumiram a espermidina, uma substância encontrada em queijos

Segundo o estudo publicado no jornal Cancer Research, a substância conhecida como espermidina. Foi introduzida por via oral em ratos de laboratório, do início até o fim da vida. Os pesquisadores observaram que eles viveram mais do que aqueles que não receberam a substância. O aumento foi de até 25%.

– Em seres humanos, isso significa que, em vez de uma média de 81 anos, as pessoas podem passar dos 100 anos. É um aumento drástico – afirmou o pesquisador Leyuan Liu. Além disso, as cobaias que receberam espermidina tiveram menos câncer de fígado e fibrose hepática, mesmo quando tinham uma predisposição natural para essas doenças.

Resultados

Os especialistas explicam, no entanto, que para conseguir esses resultados é preciso começar a ingerir a espermidina o mais cedo possível, de preferência logo que se começa a consumir alimentos sólidos. Nos experimentos em animais de idade mais avançada, o aumento da longevidade foi de apenas 10%. 

Os pesquisadores avaliam que os efeitos colaterais da espermidina sejam mínimos, uma vez que ela é encontrada em alimentos e no próprio corpo humano, tendo sido detectada pela primeira vez no esperma humano, o que deu origem ao seu nome. Os próximos passos são testar esse composto em seres humanos, para se certificar de sua eficácia e segurança.

Liu apresentou ainda uma ideia de uso para a espermidina. "Imagina se colocarmos espermidina nas garrafas de cerveja? Ela equilibraria o álcool e ajudaria a proteger o fígado", disse.

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