Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Tribunal da Itália relaciona uso de celular a câncer

Um tribunal italiano reconheceu pela primeira vez a relação entre o uso excessivo do celular e o câncer cerebral ao dar um veredicto a favor de um ex-executivo

Segunda, 24 de Abril de 2017 às 10:30, por: CdB

Corte decide a favor de executivo que alega que uso excessivo do telefone para o trabalho lhe causou um tumor no nervo auditivo. Ele pedia indenização ao Estado pelos danos à saúde

Por Redação, com DW - de Roma:

Um tribunal italiano reconheceu pela primeira vez a relação entre o uso excessivo do celular e o câncer cerebral ao dar um veredicto a favor de um ex-executivo que alega ter desenvolvido tumores no nervo auditivo devido ao uso do aparelho e pedia uma indenização do Estado. É a primeira sentença do tipo já emitida no mundo.

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Corte conclui que câncer de ex-executivo foi causado pelo uso do celular

Segundo a defesa, Roberto Romeo, de 57 anos. Ele usava o celular de três a quatro horas por dia no trabalho durante 15 anos. Em 2010, ele foi diagnosticado com o tumor no canal auditivo interno. Devido à doença, que levou à retirada de um nervo, ele perdeu 23% da audição.

– Não tinha alternativa e precisava telefonar o tempo todo – afirmou na semana passada Romeo, que entrou com uma ação pedindo uma indenização pela perda da audição.

O tribunal de Ivrea, no norte da Itália, concluiu que o neurinoma do acústico foi causado pelo uso do celular. Desta maneira, julgou procedente a ação e condenou a agência nacional italiana de seguro a pagar 500 euros por mês de indenização ao ex-executivo. 

Pesquisadores

Pesquisadores discordam sobre o uso do celular ser cancerígeno. O Instituto Nacional Americano afirma que um número limitado de estudos associou o aparelho à doença. Mas a maioria das pesquisas não confirmou essa ligação.

Em 2011, a Agência de Pesquisa Internacional sobre Câncer classificou o celular com possivelmente cancerígeno, mas destacou mais estudos necessitam ser feitos para comprovar realmente esse perigo. Especialistas afirmam que ainda é muito cedo para saber os efeitos desta tecnologia em humanos.

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