Carlos Nuzman é condenado a 30 anos de prisão por corrupção

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Publicado sexta-feira, 26 de novembro de 2021 as 13:14, por: CdB

 

Nuzman, que comandou o COB por pouco mais de 20 anos, tem o direito de recorrer da decisão em liberdade. Ele chegou a ser em preso em 2017 pela Polícia Federal (PF), mas deixou a cadeia e passou a cumprir prisão domiciliar.

Por Redação, com ANSA – do Rio de Janeiro

O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman foi condenado na quinta-feira a 30 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Carlos Arthur Nuzman liderou o COB por pouco mais de 20 anos

A sentença do ex-dirigente, que foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª vara federal criminal do Rio de Janeiro, é resultado da operação Unfair Play, que investigou a compra de votos para a escolha do Rio como sede olímpica de 2016.

Nuzman, que comandou o COB por pouco mais de 20 anos, tem o direito de recorrer da decisão em liberdade. Ele chegou a ser preso em 2017 pela Polícia Federal (PF), mas deixou a cadeia e passou a cumprir prisão domiciliar.

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (pena de 10 anos e oito meses) e o ex-diretor de operações do comitê dos Jogos Olímpicos de 2016 Leonardo Gryner (13 anos e 10 meses) também foram condenados na operação Unfair Play.

Olimpíada de 2016

Em uma reportagem publicada em 2017, o jornal francês Le Monde denunciou que membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) teriam recebido pagamento de propina alguns dias antes da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, superando os rivais Chicago, Madri e Tóquio.

Na oportunidade, Nuzman foi apontado como um dos principais suspeitos de intermediar a compra dos votos dos dirigentes do COI. O brasileiro renunciou ao cargo de presidente do COB em meados de setembro de 2017.

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