Defesa de Lula detecta motivos para anular de vez sentença do tríplex

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Publicado terça-feira, 19 de março de 2019 as 16:15, por: CdB

O documento aponta as razões de porque o acordo entre a Lava Jato, a Petrobras e o governo norte-americano, que destinou R$ 2,5 bilhões para uma fundação da Lava Jato, é incompatível com a sentença dada a Lula.

 

Por Redação – de São Paulo

 

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou petição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira, para que a corte analise o acordo entre a Petrobras e os Estados Unidos e revise a condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá depois da empresa ter firmado acordo onde ela se apresenta como ré e não como vítima, e da notícia presente em processo trabalhista da OAS de que a empresa pagou R$ 6 milhões para ajustar depoimento de delatores.

O tríplex do Guarujá está longe de ser a maravilha que a mídia conservadora tentou passar: fraude
O tríplex do Guarujá está longe de ser a maravilha que a mídia conservadora tentou passar: fraude

O documento aponta as razões de porque o acordo entre a Lava Jato, a Petrobras e o governo norte-americano, que destinou R$ 2,5 bilhões para uma fundação da Lava Jato, é incompatível com a sentença dada a Lula. No documento firmado entre os 11 procuradores da Lava, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Petrobras, esta aparece como ré e responsável pelos desvios na empresa, inclusive listando executivos envolvidos nesses desvios.

Já no processo de Lula ela aparece como vítima, tendo sido inclusive assistente da acusação. Não é possível, em torno dos mesmos fatos, a empresa ser vítima no Brasil e criminosa nos Estados Unidos. Em nenhum momento do documento, assinado pela equipe de Dallagnol, a empresa responsabiliza o ex-presidente Lula pelos desvios da Petrobras.

Informações

Enquanto a Lava Jato posava de defensora da Petrobras no Brasil, ajudava os Estados Unidos a processar a empresa como ré, forçando a entregar R$ 2,5 bilhões e acesso a informações sobre tecnologia e campos de petróleo.

Outra informação nova, presente em um processo trabalhista, revela que Léo Pinheiro, cujo depoimento sem nenhuma prova foi usado por Moro para condenar Lula, pagou US$ 6 milhões para outros delatores “ajustarem” depoimentos.

A informação consta de um processo trabalhista onde um ex-gerente da OAS reclama de não ter sido beneficiado pelas doações de Léo Pinheiro, como Agenor Medeiros, outro depoente da OAS que supostamente “confirmou”  declarações de Léo Pinheiro, segundo sentença do Moro.

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