Etiópia: capital da Eritreia é alvo de míssil disparado da região de Tigré

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Publicado sábado, 28 de novembro de 2020 as 11:38, por: CdB

Asmara, a capital da Eritreia, foi novamente alvo de disparos de mísseis a partir da região de Tigré, na Etiópia. Um grupo de diplomatas baseados na região informou a agência AFP sobre o ataque à cidade africana.

Por Redação, com Sputnik – de Nairóbi

Asmara, a capital da Eritreia, foi novamente alvo de disparos de mísseis a partir da região de Tigré, na Etiópia. Um grupo de diplomatas baseados na região informou a agência AFP sobre o ataque à cidade africana.

Asmara, a capital da Eritreia, foi novamente alvo de disparos de mísseis
Asmara, a capital da Eritreia, foi novamente alvo de disparos de mísseis

“Um míssil vindo de Tigré parece ter atingido o sul de Asmara”, declarou um deles, salientando que nenhuma informação estava disponível sobre eventuais vítimas ou danos.

Outro diplomata declarou à agência que um segundo míssil teria alvejado um bairro da capital, mas este relato não pôde ser verificado.

A Frente Popular para a Libertação de Tigré (TPLF, na sigla em inglês), que detém o controle da região na fronteira com a Eritreia, já reivindicou neste mês outro ataque de mísseis contra o país vizinho, que caíram próximo ao aeroporto de Asmara.

Este segundo ataque, visando a Eritreia, gera o receio de uma potencial escalação do conflito à escala regional, enquanto a comunidade internacional se inquieta quanto às repercussões do conflito nos civis.

Conflito à escala regional

Lançada há três semanas, em 4 de novembro, a operação militar em Tigré entrou na sexta-feira em sua “fase final”, segundo o primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed Ali, que ordenou ao Exército federal lançar uma ofensiva em Mekele, capital regional, onde se encontram os dirigentes da TPLF.

O mandatário pediu que os residentes de Mekele “desarmem”, “fiquem em casa” e ajudem a prender os líderes rebeldes, anunciando que a data limite para a rendição já havia expirado. De acordo com Ahmed Ali, “a última porta de saída pacífica da junta do TPLF foi fechada por [sua] arrogância”.

Na sexta-feira, em encontro com mediadores da União Africana (ex-presidentes da Libéria, Moçambique e África do Sul), o primeiro-ministro recusou os pedidos de diálogo com o grupo rebelde como “interferência” nos assuntos internos da Etiópia.