Federação de Ginástica dos Estados Unidos pede falência por escândalo sexual

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Publicado quinta-feira, 6 de dezembro de 2018 as 10:18, por: CdB

Entidade enfrenta 100 processos de mais de 350 vítimas de abuso de ex-médico e alega que entrou com pedido para acelerar o pagamento das indenizações.

Por Redação, com DW – de Nova York

A Federação de Ginástica dos Estados Unidos entrou com um pedido de falência na quarta-feira em meio ao escândalo envolvendo Larry Nassar, ex-médico da seleção nacional acusado de abusar sexualmente de dezenas de atletas.

Entidade enfrenta 100 processos de mais de 350 vítimas de abuso de ex-médico

A entidade enfrenta 100 processos de mais de 350 vítimas de assédio do ex-médico e decidiu pedir falência para acelerar o pagamento das indenizações às atletas.

– Devemos às vítimas a resolução das reivindicações baseadas em atos horríveis do passado e, através deste processo, tratamos de acelerar essa resolução – afirmou a presidente da Federação de Ginástica dos EUA, Kathryn Carson, à imprensa local.

Com esse objetivo, a entidade decidiu solicitar a proteção do capítulo 11 do Código de Falências dos EUA em um tribunal de Indianápolis. A ação permite que instituições com problemas financeiros criem um plano de reestruturação para pagar credores.

O pedido pode, porém, dificultar os esforços das vítimas para receber as indenizações por meio dos processos contra a organização. Com o pedido, qualquer tipo de litígio deve ser suspenso até a decisão final do tribunal de falências.

Em dois julgamentios, Nassar já foi condenado a até 300 anos de prisão por assédio sexual de mais de 350 adolescentes e mulheres, entre elas as medalhistas olímpicas Simone Biles, Aly Raisman, Gabby Douglas e McKayla Maroney. Em junho, ele também foi acusado no Texas por ter abusado de seis ex-pacientes num local que foi utilizado pela seleção americana de ginástica na cidade de Huntsville.

O escândalo causou a renúncia de todos os diretores da Federação de Ginástica dos Estados Unidos e de funcionários do alto escalão da Universidade Estadual de Michigan, onde Nassar trabalhou. Em maio, a faculdade fechou um acordo para pagar 500 milhões de dólares em indenizações a 332 vítimas do ex-médico.

Muitas das ginastas que foram abusados por Nassar acusaram a federação de falhar ao não investigar suspeitas e reclamações sobre sua má conduta.

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