Forças em confronto no Iêmen concordam com cessar-fogo na cidade de Hodeidah

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Publicado quinta-feira, 13 de dezembro de 2018 as 12:09, por: CdB

Os houthis controlam a maior parte dos centros populacionais do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, onde depuseram o governo de Abd-Rabbu Mansour Hadi em 2014.

Por Redação, com Reuters – de Rimbo

Forças que estão em conflito no Iêmen concordaram em adotar um cessar-fogo na estratégica cidade portuária de Hodeidah, controlada pelo grupo Houthi, e de deixá-la sob controle de forças locais, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante encerramento de conversas de paz nesta quinta-feira.

Combatente houthi segura metralhodora montada sobre veículo de patrulha em Hodeidah

Guterres disse que uma estrutura política para negociações de paz será discutida em outra rodada de conversas entre o governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, e os houthis, alinhados com o Irã.

Os houthis controlam a maior parte dos centros populacionais do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, onde depuseram o governo de Abd-Rabbu Mansour Hadi em 2014. Atualmente, a sede do governo está localizada na cidade portuária de Aden, ao sul do país.

– Chegamos a um acordo sobre o porto e a cidade de Hodeidah. Veremos uma remobilização neutra de forças no porto e na cidade e o estabelecimento de um cessar-fogo em toda a província – disse Guterres durante coletiva de imprensa em Rimbo, na Suécia, onde as conversas foram realizadas.

ONU

O secretário-geral da ONU disse que forças armadas de ambos os lados irão se retirar de Hodeidah. Tropas da coalizão têm se concentrado nas redondezas da cidade, o principal porto de entrada da maior parte das importações comerciais do Iêmen e de suprimentos vitais.

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que lideram a coalizão, tem sofrido grande pressão por parte de aliados ocidentais, muitos dos quais fornecem armas e dados de inteligência à aliança, para pôr fim aos quase quatro anos de guerra que já deixou dezenas de milhares de mortos.

A coalizão interveio na guerra em 2015 para restaurar o governo de Hadi, mas, desde então, está presa em um impasse militar.

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