Google ‘não tem planos’ para lançar mecanismo de busca na China

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Publicado quarta-feira, 12 de dezembro de 2018 as 10:38, por: CdB

Legisladores e funcionários do Google têm levantado preocupações de que a empresa cumpra as políticas chinesas de censura e vigilância na internet se voltar a entrar no mercado de mecanismos de busca do país asiático.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O Google “não tem planos” para relançar um mecanismo de busca na China ainda que continue a estudar a ideia, disse o presidente-executivo, Sundar Pichai, a um painel do Congresso dos Estados Unidos na terça-feira.

O Google “não tem planos” para relançar um mecanismo de busca na China ainda que continue a estudar a ideia, disse o presidente-executivo, Sundar Pichai

Legisladores e funcionários do Google têm levantado preocupações de que a empresa cumpra as políticas chinesas de censura e vigilância na internet se voltar a entrar no mercado de mecanismos de busca do país asiático.

O Google está bloqueado na China desde 2010, mas a unidade da Alphabet vem tentando fazer novas incursões no país, que tem o maior número de usuários de smartphones do mundo.

– Neste momento, não há planos para lançar uma plataforma de buscas na China – disse Pichai ao Comitê de Justiça da Câmara dos Deputados dos EUA.

Mas o executivo acrescentou que, internamente, o Google “desenvolveu e analisou como a ferramenta poderia se parecer. O projeto já está em andamento há algum tempo. Em determinado momento, já tivemos mais de 100 pessoas trabalhando nisso”.

China

Pichai disse que não há discussões atuais com o governo chinês. Ele prometeu que seria “totalmente transparente” com os legisladores se a empresa levasse produtos de pesquisa para a China.

Uma autoridade do governo chinês, falando sob condição de anonimato, disse à Reuters no mês passado que é improvável que o Google obtenha autorização para lançar um serviço de busca em 2019.

O parlamentar democrata David Cicilline disse a Pichai que é “difícil imaginar que você pudesse operar no mercado chinês sob a atual estrutura do governo e manter um compromisso com valores universais, como liberdade de expressão e privacidade pessoal”.

Grande parte da audiência da Câmara concentrou-se nas preocupações republicanas de que os resultados de buscas do Google são tendenciosos contra os conservadores e que a empresa tentou influenciar o resultado da eleição presidencial de 2016. Os democratas rejeitaram essa afirmação.

Pichai disse que o mecanismo de busca tenta ajudar as pessoas a se registrarem para votar ou encontrar um local de votação, mas negou as afirmações de que a empresa pagou pelo transporte de eleitores latinos até pontos de votação. “Não nos envolvemos em atividades partidárias.”

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